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Técnico português promete "trabalho duro" para conquistar prova que arranca no próximo fim de semana
A poucos dias do arranque da CAN’2023, na Costa do Marfim, Rui Vitória assumiu a enorme ambição e as expectativas elevadas da seleção egípcia, numa competição que os Faraós já não conquistam desde 2010. Numa entrevista à revista francesa 'Onze Mondial', o técnico português considerou que a sua seleção têm potencial para vencer a CAN, mas realçou que existem outras seleções que têm o mesmo objetivo de vencer.
"O Egito faz parte desse grupo de favoritos, não podemos esconder. Mas a África é formada por equipas de altíssimo nível. As principais seleções do continente veem seus jogadores disputarem os 5 principais campeonatos mundiais. É uma realidade. Mas há uma série de fatores a ter em conta que não suspeitamos. É a escolta policial, o trânsito caótico, os lasers dos adeptos, o estado do campo, uma lesão... Pequenas variáveis que podem fazer toda a diferença em um curso. Mas não vamos entrar nisso. Prometemos trabalhar duro e estamos muito confiantes", começou por dizer o técnico de 53 anos.
Em relação ao facto de sentir algum tipo de pressão devido ao facto do Egipto estar há 13 anos sem conquistar a CAN, Rui Vitória desvalorizou o tema. "Sinto uma pressão normal porque estou em um país grande. Tivemos uma jornada interessante, mas as pessoas precisam saber que nada é fácil. E quando assinei, entrei num ciclo de 4 anos. Também tenho que preparar esta equipa para o Mundial’2026. Enquanto isso, haverá duas CAN. Então, sim, existe essa pressão, mas assinando aqui, nosso grande objetivo continua sendo 2026. Claro que queremos ganhar. Mas sou racional, temos uma equipa em desenvolvimento. Estamos todos confiantes, mas sabemos que é uma competição difícil", frisou.
Até ter assinado pela seleção do Egito, Rui Vitória só tinha representado clubes. Mesmo assim, o seu início em seleções não passou despercebido. O português teve o melhor começo de um treinador na história do Egito, com 11 vitórias em 13 partidas. "Espero sempre o melhor porque acredito no nosso trabalho. Aqui, me sinto valorizado, tenho uma ótima relação com os jogadores. Cheguei a receber um prémio da federação pelo nosso bom trabalho. Somos confiáveis e adoro trabalhar aqui", referiu.
O técnico que teve uma passagem pelo Benfica entre as temporadas de 2015/2016 e 2018/2019, refere que sentiu-se muito impressionado com o povo do Egito e pela quantidade de bons jogadores no país: "Há uma enorme comoção no Cairo, no bom sentido. É um país de 120 milhões de habitantes que respira futebol, adoro. No que diz respeito ao futebol, há potencial, mas acho que ainda há muito a fazer. É um desafio porque estou convencido de que há jogadores, se tivessem um contexto diferente, outras condições, poderiam jogar a um nível muito mais alto. Quando cheguei, perguntei-me por que todos esses jogadores não estão a jogar na Europa. Há qualidade e posso dizer isso".
Já questionado ainda sobre a forma que gostava de ser lembrado, Rui Vitória afirmou: "Como uma pessoa íntegra. Um treinador que cuidou dos seus jogadores, com uma visão humanista, e não uma aberração futebolística. O fato de que minha honestidade, minha justiça, foi reconhecida é fundamental para mim."
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