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Selecionador nacional do Egito deixou elogios a António Conceição na antevisão ao encontro da meia-final da CAN
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Carlos Queiroz fez esta quarta-feira a antevisão ao duelo entre Camarões e Egito, referente à segunda meia-final da CAN'2021. O jogo entre as duas seleções, que está marcado para amanhã às 19 horas, colocará frente a frente dois treinadores portugueses, já que a seleção camaronesa é treinada por António Conceição, técnico a quem Queiroz deixou elogios.
Como decorreu e como está a preparação da equipa do Egito?
"No seguimento das palavras do capitão Shenawi, quero realçar que é uma honra e um privilégio para nós estarmos na meia-final, é uma recompensa pelo nosso esforço e sacrifício e é uma honra e um privilégio jogar contra os Camarões, a equipa anfitriã. Estamos preparados para dar as mãos com a seleção nacional dos Camarões e produzir um grande espetáculo de futebol, causando um bom impacto não apenas nos Camarões e no Egito, mas também na comunidade futebolística internacional. É uma oportunidade para mostrarmos que o futebol em África está vivo e tem muito para oferecer ao Mundo", começou por dizer.
Existe receio do poderio dos Camarões?
"Devo dizer que isso é exatamente o tipo de palavras que erradicámos do nosso dicionário. Palavras como "medo" não existem para nós. No nosso dicionário de futebol o que existe é a palavra respeito, respeito pelos Camarões, que tem feito uma excelente campanha, que tem uma linha avançada muito forte. Mas estamos preparados. Depois de cinco jogos, creio que está tudo em aberto para todas as equipas e nem faz muito sentido falar em estratégia... o Conceição conhece a minha equipa, eu conheço a equipa dele, e portanto, amanhã, a estratégia é muito simples: tentar ganhar; correr, correr, correr; jogar, jogar jogar; e se o fizermos seremos melhores que os Camarões. Simples."
O guarda-redes El-Shenawi poderá jogar?
"Infelizmente El-Shenawi ainda não está preparado para jogar. Nunca é uma boa notícia para o futebol quando um grande jogador não pode dar o seu contributo, mas estas situações acontecem e sabemos como lidar com elas. Nós temos um grupo de jogadores fantástico, que trabalha muito e está motivado, e confiamos que todos estão preparados. Costumo sempre dizer que até podemos ganhar alguns jogos, mas nunca poderemos ser campeões se não tivermos uma verdadeira equipa. Tenho que tomar decisões e escolher quem começa o jogo, mas para mim todos são titulares, todos são importantes, todos têm um papel na equipa."
Confronto com o treinador português, António Conceição
"Está a tornar-se muito comum encontrar treinadores portugueses bem-sucedidos em todo o Mundo. O António é um treinador que faz parte de uma geração mais nova, eu sou mais um dinossauro... é um grande profissional e é sempre especial ver portugueses dos dois lados. É uma honra, porque não estamos a representar apenas os países que servimos, é também um tributo ao que futebol português está a fazer por todo o mundo."
Exigência física do jogo contra uma equipa como os Camarões e o desgaste já acumulado na competição
"Trabalhamos a parte física como muita atenção e colocámos todos os nossos recursos na recuperação dos jogadores. Temos ainda mais 24 horas e amanhã os nossos 23 jogadores disponíveis estarão a voar, estarão preparados para voar, para dar tudo pelos seus objetivos e sonhos."
Escolha do árbitro e as queixas da federação Egípcia por causa de antecedentes com a seleção e equipas egípcias. Isso pode distrair os jogadores do Egito?
"Se isso é verdade, os jogadores não deixam de estar focados apenas no objetivo que é o jogo de amanhã, contra uma grande equipa, grandes jogadores e um treinador. É o anfitrião, sabemos que terá a vantagem do apoio dos seus adeptos durante 90 minutos, mas nós vamos transformar todas as dificuldades numa fonte de inspiração, que nos dê ainda mais força, e que nos dê ainda mais gozo em fazer o jogo das nossas vidas pelo objetivo de chegar à final. Acerca do árbitro, não o podemos julgar antes do seu trabalho. O árbitro é parte do jogo e esperamos que amanhã possam estar três grandes equipas no relvado, é isso que todos esperam.
Comentários elogiosos de Eto’o sobre a equipa do Egito, Salah e Carlos Queiroz
"Vamos ser claros, para que não existam dúvidas: o Samuel Eto’o não é um herói nacional, é um herói internacional e é um dos meus heróis. Admiro-o muito, temos até algumas histórias que ele não se importará que partilhe. Fiz tudo o que podia para levá-lo para o Real Madrid quando treinei a equipa. Os meus comentários não foram contra o herói, foram apenas contra o uso de palavras que, sobretudo nestes momentos difíceis que vivemos no mundo de hoje, devem ser erradicadas. "Medo", "guerra"... Esta linguagem veio de fora para o jogo, mas isto é futebol, é só um jogo. Gosto e tenho um grande respeito pelo Eto’o, não tenho nada contra a pessoa, mas temos que juntar as mãos para erradicar do jogo tudo o que não seja alegria, felicidade, celebração, tudo o que não seja servir e jogar para o povo. Porque quando o jogo acaba, virá sempre um novo jogo. Haverá sempre um novo jogo. É o nosso trabalho, garantir que mantemos o jogo vivo e com um bom espírito. Lamento algum mal-entendido, mas o meu objetivo é apenas erradicar esta linguagem do dicionário do futebol."
Carlos Queiroz deixou ainda um esclarecimento sobre uma multa aplicada à seleção egípcia depois de o selecionador ter falhado uma conferência de imprensa.
"Em nome da equipa nacional do Egito, quero apenas fazer uma declaração final. De acordo com o que é sabido na Imprensa, de que o Egito foi multado com uma soma avultada por ter falhado uma conferência de Imprensa, quero deixar claro, em nome do nosso staff, que trabalha todos os dias, que não foi nossa responsabilidade falhar essa conferência de Imprensa. De facto, a responsabilidade foi da organização da CAF, da organização Media e da Polícia. Estávamos preparados para a conferência de Imprensa e guiaram-nos, ao treinador e jogador, a um local que não era o da conferência de Imprensa. Quero deixar claro, lamentamos o incidente, mas não foi a nossa responsabilidade. Mesmo assim levámos uma avultada multa de 100 mil dólares por algo que não foi responsabilidade do nosso management, staff, treinador, jogador ou equipa. Por isso fica a nossa declaração, de que esta não é uma decisão correta ou justa", concluiu.
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