FLEC desmente reivindicação de dissidentes

A ala militar da FLEC desmente a intervenção de dissidentes na ação levada a cabo contra a delegação do Togo, cujo autocarro foi metralhado, provocando a morte de duas pessoas. Contatado telefonicamente pela Lusa a partir de Lisboa, o comandante João Baptista "Jimbi" - que disse estar a falar do interior de Cabinda - reivindica novamente a autoria do ataque.

"A ação militar de sexta-feira foi feita pela única organização que representa a defesa dos ideais de independência de Cabinda: a Frente de Libertação do Estado de Cabinda, liderada pelo presidente Nzita Henriques Tiago", afirmou o referido responsável, contrariando um comunicado assinado por Rodrigues Mingas, secretário-geral das denominadas Forças de Libertação do Estado de Cabinda/Posição Militar, em que foi reinvindicado o ataque.

"Rodrigues Mingas é um aventureiro, que se quer aproveitar das acções de outros", frisou o comandante "Jimbi", que voltou também a lamentar que na operação tenha sido apanhada a seleção togolesa, garantindo que o alvo era apenas a escolta militar angolana que acompanhava o autocarro: "O objetivo da operação era uma coluna militar angolana. Desconhecíamos por completo que integrava autocarros da seleção do Togo. Não percebemos por que razão o Togo viajou de autocarro. Foi a única seleção a fazê-lo".

Entretanto, as autoridades angolanas anunciaram esta segunda-feira a detenção de dois suspeitos que, segundo revelou fonte militar à Agência Lusa, "não participaram diretamente no ataque", mas são residentes em Cabinda e próximos da FLEC. No entanto, o comandante "Jimbi" garantiu que os dois homens, um de nacionalidade congolesa e o segundo zairense (República Democrática do Congo) não têm nada a ver com o ataque. "Nem são cabindas. Foram detidos como é costume pelos militares, que querem mostrar serviço", salientou.

Já a direção política da FLEC reafirmou hoje nada ter a ver com o ataque de sexta-feira. A posição da ala política foi expressa pelo secretário-geral Joel Batila, residente em França, que questionou o papel do governo angolano, que segundo ele apenas tem uma única preocupação: "Desacreditar a FLEC".


 

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