Jogos de intensa rivalidade


Vamos assistir à fase final da CAN com dois jogos de intensa rivalidade, de duas Africas distintas, que determinarão os finalistas: o dérbi anglófono entre a Nigéria e o Gana e o dérbi norte-africano entre o Egito e a Argélia.


Este último a reavivar o recente duelo que opôs estas duas equipas em Cartum que qualificou a Argélia para o Mundial e que pôs em causa as relações diplomáticas entre estes países.


A invencibilidade dos egípcios nas últimas edições da CAN, 17 jogos sem perder, confere-lhes favoritismo, mas a história dos confrontos entre estas duas equipas na CAN dá largamente vantagem aos argelinos que nunca perderam com os egípcios. Uma "jihad" em perspectiva.


O Egito entra como favorito no jogo de hoje. Tem demonstrado claramente que  é a melhor equipa, com grande equilíbrio no seu jogo, e um domínio tático evidente. Para alem disso as suas qualidades mentais são sólidas, como demonstrou nas duas recuperações no resultado contra a Nigéria e Camarões. E tem um líder com muita influência:o capitão Ahmed Hassan.


Porém, a Argélia também já demonstrou que é uma equipa temível quando não tem a responsabilidade de ser favorita. A sua vitória, invertendo o resultado no período de descontos, contra a Costa do Marfim é de certeza um argumento de peso para a sua confiança no jogo de hoje.


No outro jogo, a Nigéria parte favorita. Apesar de um futebol que não seduz nada, pouco brilhante, demasiado calculista e carente em termos ofensivos, a experiência dos seus jogadores tem conseguido o objetivo dos bons resultados. Eficácia que pode ser contrariada pelo irrequietismo da juventude ganesa, sem nada a perder, com um fortissimo meio-campo composto por Badu, Ayew, Asamoah e Draman, capaz de fazer a diferença.


Figura: Milovan Ravejac (selecionador ganês)


Desta vez escolho um treinador. No início da CAN, nas 16 seleções participantes havia apenas 6 treinadores africanos. Agora que chegamos às meias-finais ainda restam 3 treinadores africanos. Quer dizer que resta apenas um treinador europeu.No continente africano há um grande regozijo por esta superioridade dos técnicos locais em relação aos feiticeiros brancos.


O sérvio Milovan Ravejac, o nome menos cotado mas com um excelente trabalho na seleção do Gana, é o europeu resistente e perfeitamente capaz de levar os seus jovens jogadores à final.

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