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Velocista diz que esta seleção está a jogar bem e faz lembrar a de Jay-Jay Okocha...
Francis Obikwelu nasceu em 1978 em Onitsha, cidade portuária do sul da Nigéria, mas radicou-se em Portugal aos 16 anos, obtendo a dupla nacionalidade em 2001. Recordista europeu nos 100 metros, o velocista ganhou a medalha de prata em 2004 nos Jogos Olímpicos de Atenas e hoje, garante, o seu coração é tão português como nigeriano.
O atleta sempre gostou de desporto mas não se recorda como vivia os jogos da seleção quando ainda estava na terra natal, apenas se lembra do ambiente vivido nos triunfos. “Cada jogo, cada vitória da seleção deixa o país em festa, é sempre assim. A Nigéria é um país com muito potencial mas também com muita corrupção, como a maioria dos países em África, por isso a pobreza é mais evidente no continente. Há gente muito pobre e para muitos, vencer a CAN é uma alegria única”, explica Obikwelu.
Aos 34 anos continua a viver em Lisboa e diz que se sente tão português como nigeriano, apesar dos familiares lhes dizerem que ele já é mais português. Gosta de futebol e sofre com os jogos das suas duas seleções, nas fases finais do Europeu com a portuguesa e na CAN com a nigeriana. Tem seguido a competição realizada na África do Sul e, apesar de não ter gostado muito das exibições durante a 1.ª fase da prova, considera as super águias favoritas.
“Na fase de grupos não estiveram muito bem. Costumo falar com primos que tenho na Nigéria e nesta altura o futebol é sempre conversa. Agora estamos a gostar mas no início da CAN até criticámos as opções do treinador”, conta a sorrir. “A partir do jogo com a Costa do Marfim melhoram muito. Estão a jogar bem e já fazem lembrar a equipa do Jay-Jay Okocha, talvez a melhor de sempre do país, com ele, Stephen Keshi, Amokachi e Yekini.”
O velocista acredita mesmo que para os africanos vencer uma prova desta natureza tem uma importância maior do que para os europeus. “Ganhar a CAN significa muito para o país pois há muitos anos que a Nigéria não vence a competição, desde 94. Se vencer, é uma forma de mostrar que o país também pode formar campeões e não apenas bons jogadores de futebol ou bons atletas.”
A cantora que queria ser estilista
O nome Helen Folasade Adu não dirá nada à maioria das pessoas mas se falarmos em Sade não é preciso ser um especialista em música para se saber de quem se trata. A cantora que na década de 80 do século passado se tornou mundialmente conhecida com o tema “Smooth operator” nasceu na Nigéria, em Ibadan, a terceira maior cidade do país.
Após a separação dos pais, Sade mudou-se para Inglaterra e cresceu em Colchester. Fez um curso de desenho de moda e pensava seguir a carreira de estilista até começar a cantar com amigos de escola. Formou uma banda de funk, de nome Pride, e foi pouco depois, aos 24 anos, que escreveu o tal tema que originou uma nova banda: Sade. Mais de 25 anos depois, em 2010, a banda lançou o seu sexto álbum.
A Nigéria é um país com grande tradição na música, utilizada até no trabalho rural, utilizando as “canções do trabalho”para marcar os ritmos dos movimentos durante as colheitas.
Outra forma de arte à qual os nigerianos se dedicam com grande paixão é ao cinema. Apesar de pouco conhecida fora do continente a industria cinematográfica cresceu muito nas últimas décadas e o país produz mais de mil filmes por ano. Nollywood, como é conhecida, tornou-se rapidamente na terceira maior potência mundial, só atrás de Hollywood (EUA) e Bollywood (Índia).
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