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Treinador português comandou a seleção africana desde 2008 até ao ano passado...
Paulo Duarte deve ser, sem grande margem de erro, o português mais habilitado para falar do Burkina Faso. O treinador, de 43 anos, atual selecionador do Gabão, orientou os garanhões durante quatro anos, entre 2008 e 2012, e guarda as melhores recordações dessa experiência vivida num continente diferente, garantindo: “Um dia vou lá voltar.”
“Burkina é um país pouco desenvolvido, à imagem de muitos países africanos, mas com um povo simpático e muito trabalhador. Aliás, eles são conhecidos no continente por serem sérios e trabalhadores. São muito humildes e ainda um pouco submissos, principalmente em relação aos europeus. A maior parte do povo vive praticamente da agricultura e ainda subsiste muito à custa da troca direta”, começa por explicar o técnico.
Natural de Massarelos, o antigo defesa-central cresceu no Porto e viveu também muitos anos em Leiria, quando jogava na União. Treinou a formação da cidade do Lis antes de se aventurar em África onde conheceu uma nova realidade. Guarda as melhores recordações do convívio com um povo diferente, sobre o qual recorda uma das principais características. “Eles são muito positivos, otimistas por natureza mas é um otimismo ingénuo só possível pelo desconhecimento. Por exemplo, se a seleção do Burkina fosse jogar contra o Real Madrid ou o Barcelona eles achavam que o seu país ia ganhar, não medem o valor do adversário mas acham sempre que vão vencer”, explica.
Reconhecimento
Paulo Duarte lançou vários dos jogadores que hoje vão disputar a final da CAN e continua em contacto com alguns. “Já durante a CAN, quando passaram aos quartos-de-final, um grupo ligou-me do quarto do hotel. Só gritavam, agradeceram-me por os ter iniciado neste caminho e disseram que gostavam que estivesse lá com eles.”
Hoje, o técnico português vai torcer pelo seu país africano pois sabe bem o que esta final representa para os burquineses. “Para eles isto é um sonho. Acreditavam que um dia o país podia ganhar algo no futebol mas talvez não pensassem chegar tão depressa a uma final da CAN. E se o país esteve em festa quando venceram a CAN de cadetes, imagino a festa que será agora. Se levarem a taça o país vai parar”, conclui.
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