Pouca organização levou à tragédia de Yaoundé

Oito mortos a lamentar

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• Foto: getty images

Oito mortos e 38 feridos. É este o balanço oficial da tragédia que abalou a Taça das Nações Africanas, antes do duelo entre os Camarões e as Comores, nos oitavos de final da competição, sendo que muitos acreditam que o número de feridos poderá ascender a 50.

Uma tragédia que teve como palco o Estádio Paul Biya, no bairro de Olembé (cidade de Yaoundé) e que resulta da má organização do torneio e de uma série de pontas soltas que tentámos unir com a ajuda de Francis Ajumane, jornalista camaronês que estava no estádio e que acompanhou de perto o grave incidente, tendo sido um dos primeiros a deslocar-se ao hospital Messassi para onde foram conduzidas as vítimas.

“São oferecidos bilhetes à população e são disponibilizados autocarros para que os estádios estejam repletos. Este estádio tem capacidade para 60 mil pessoas. Por causa da pandemia apenas 80 por cento da lotação pode ser ocupada. Mas estavam cerca de 57 mil pessoas... Após passarem pelos primeiros portões, ao chegar à zona de controlo Covid, gerou-se alguma fila e os adeptos quiseram passar para poder assistir ao jogo. As forças de segurança do recinto estavam em minoria e gerou-se muita confusão”, explicou o jornalista.


Jogo dos ‘quartos’ muda de recinto

No seguimento dos incidentes de segunda-feira, a organização da CAN decidiu que o encontro dos quartos-de-final marcado para domingo no estádio Paul Biya – que colocará frente a frente a seleção de Marrocos e o vencedor do Costa do Marfim-Egito – será disputado no Estádio Ahmadou Ahidjo, também em Yaoundé.

Aboubakar pede controlo

Agora é altura de recuperar os feridos e encontrar os verdadeiros culpados pela tragédia. Patrice Motsepe, líder da Confederação Africana de Futebol, foi claro na conversa com os jornalistas: "Existiram deficiências graves. Há coisas que deveriam ter sido previstas. É sempre necessário tomar medidas preventivas para antecipar certas coisas. Aquela porta devia estar aberta", rematou.

Já o avançado Aboubakar, capitão dos Camarões, país anfitrião do evento, pediu calma aos adeptos, através das redes sociais. "Às famílias das vítimas enviamos sentidas condolências e desejamos recuperação rápida a todos os feridos. Temos de ser altamente disciplinados e responsáveis durante o resto da competição para que nada deste género volte a acontecer", referiu o ex-FC Porto.

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