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No início da CAN, Cabo Verde ocupava o 15.º lugar no ranking da Confederação Africana de Futebol (CAF)...
Tida como simpática, jovem e com "fair-play" já demonstrado em campo, a seleção de Cabo Verde vai tentar sábado continuar a surpreender, quando defrontar o todo-poderoso Gana nos quartos-de-final da CAN'2013.
Os "Tubarões Azuis" já tinham feito história ao atingir pela primeira vez uma fase final de uma CAN, sobretudo por, nas eliminatórias, ter afastado os Camarões, de Samuel Eto'o, com uma vitória por 2-0 na Cidade da Praia e uma derrota em Yaundé por 2-1.
Poucos se lembraram que, no início da CAN'2013, que decorre desde 19 deste mês e se prolonga até 10 de fevereiro, Cabo Verde ocupava o 15.º lugar no ranking da Confederação Africana de Futebol (CAF) e o 70.º no da FIFA, à frente da Marrocos (17.º e 74.º), Angola (19.º e 78.º) e África do Sul (22.º e 85.º), os adversários que enfrentou no Grupo A da prova.
Na primeira eliminatória de qualificação para a CAN, antes de eliminarem os Camarões, os "Tubarões Azuis" afastaram Madagáscar, com uma goleada por 4-0 em Antananarivo e uma vitória por 3-1 na Cidade da Praia, cumprindo finalmente o sonho de se qualificar para uma fase final, algo que, na edição anterior, em 2012, ficara por um fio - o Mali apurou-se pela diferença de golos.
Já em solo sul-africano, Cabo Verde estreou-se no jogo de abertura contra a África do Sul e empatou a zero, seguindo-se outro empate, a um, com Marrocos, e a vitória, dramática e obtida no último minuto, sobre Angola, por 2-1, garantindo a qualificação para a fase seguinte, com os mesmos pontos que a anfitriã, mas com menos um golo marcado.
Liderada por Lúcio Antunes, um controlador de tráfego aéreo, a seleção cabo-verdiana defrontou recentemente o Gana, em Lisboa, num jogo de preparação justamente para a CAN e, apesar de ter perdido por 1-0, deixou indicações claras de que o país africano mais pequeno de sempre a atingir uma fase final da maior competição em África não iria ser presa fácil.
Isso mesmo disse na segunda-feira o selecionador do Gana, Kwesu Appiah, ao afirmar que preferia encontrar nos quartos-de-final uma equipa de topo em vez de Cabo Verde, alegando que os "Tubarões Azuis" nada têm a perder, assumindo, porém, o favoritismo ganês e garantindo que não irá subestimar o adversário.
Por seu lado, o selecionador cabo-verdiano, refreando as euforias, lembrou que a presença de Cabo Verde numa fase final da CAN é, por si só, histórico, e que passar aos quartos-de-final ainda torna o feito maior. Mas, com os pés assentes no chão, lembrou que vai defrontar uma das duas melhores seleções africanas.
Lúcio Antunes, que tem um país inteiro a saudá-lo, manifestou-se esperançado em passar às meias-finais, defendendo que, para bater o Gana, quarta seleção no "ranking" da CAF e 26.ª na FIFA, disse que é necessário "firmeza, respeito, humildade e concentração" para, depois, aproveitar eventuais erros do adversário.
No sábado, independentemente do resultado, Lúcio Antunes e os 23 por si eleitos já terão feito história, pelo que uma eventual derrota, perante o colosso ganês, conhecido por "Estrelas Negras", já deixará um arquipélago orgulhoso.
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