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Zâmbia defende o título frente aos favoritos Gana e Costa do Marfim...
Com lotação esgotada, Cabo Verde estreia-se hoje na Taça das Nações Africanas (CAN), diante da anfitriã África do Sul, numa edição marcada pela ausência – pela segunda vez consecutiva – do Egito (recordista em títulos do torneio, com sete conquistas) e dos Camarões (detentores de quatro troféus).
O jogo de abertura servirá de barómetro às capacidades dos “novatos” Tubarões Azuis e às ambições dos Bafana Bafana, que tentam repetir o brilharete de 1996 – venceram a prova que organizavam pela primeira vez –, embora não contem com duas das grandes figuras dos últimos anos: Steven Pienaar (Everton) e Benni McCarthy (ex-FC Porto, atualmente no Orlando Pirates).
Para o selecionador Lúcio Antunes, o primeiro desafio passa por “controlar a ansiedade dos jogadores” de Cabo Verde, dez deles a atuar em Portugal. Mas neste reino de predadores, os Tubarões Azuis, que integram o grupo de Angola e Marrocos, ainda estão longe de constituir uma verdadeira ameaça às grandes potências.
O papel de favoritos cabe, essencialmente, à Costa do Marfim e ao Gana. Para Didier Drogba, líder de uma geração que conta ainda com os irmãos Touré (Kolo e Yayá), Gervinho e Salomon Kalou, será a última oportunidade para ganhar o mais importante título africano de seleções, depois das frustrações em 2006 e 2012, com finais perdidas, ambas no desempate por penáltis, frente ao Egito e à Zâmbia, campeã em título.
Já o Gana, que em 2010 esteve perto de ser a primeira equipa africana nas meias-finais de um Campeonato do Mundo, luta pela quinta Taça, sem Essien, nem os irmãos Ayew, mas com o instinto goleador de Asamoah Gyan e a irreverência do jovem portista Cristian Atsu.
Par ou ímpar
Disputada de forma bienal, a CAN costumava colidir com o Campeonato do Mundo e da Europa, pelo que os dirigentes resolveram agendar a prova em anos ímpares. Alivia o quadro competitivo, mas não resolve o problema para muitos dos clubes europeus que ficam sem alguns dos seus jogadores durante quase um mês. Olhanense e V. Guimarães perdem três futebolistas cada, nada que se compare com os franceses Ajaccio, Brest e Évian, desfalcados de cinco jogadores. O impacto na Premier League também é significativo: o City fica sem Yaya Touré; o Chelsea não pode contar com Obi Mikel nem Victor Moses e Villas-Boas perde Adebayor.
UM OLHAR PORTUGUÊS - PAULO DUARTE*
"Atualmente as potências africanas não passam de grandes nomes, como acontece com o Egito, a seleção com mais títulos na CAN, e os Camarões, que voltaram a não se qualificar. O futebol africano passou por uma transformação e todos os anos surgem equipas que podem surpreender, como aconteceu em 2012 com a Zâmbia, que possui uma base forte de jogadores jovens e cuja maioria atua no seu país, logo aí uma vantagem na preparação, em relação às outras seleções, que têm as suas principais estrelas a jogar na Europa. O campeonato português está representado por 18 jogadores, mas isso ainda não significa que os clubes nacionais encarem o mercado africano como uma solução, algo que, obrigatoriamente terá de acontecer em breve.
Os grandes favoritos são a Costa do Marfim e o Gana, aos quais posso juntar a seleção da casa, a África do Sul, e a Zâmbia, que defende o título. Acredito que a prova será um sucesso, até porque a África do Sul já tem a experiência e a estrutura do Mundial"
*Selecionador do Gabão
(Clique na infografia para aumentar)
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