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O seleccionador nacional não espera facilidades diante dos cipriotas e considera fundamental que os seus jogadores vistam o fato-macaco e joguem com inteligência, pegando no jogo e atacando
ANTÓNIO Oliveira pretende que o encontro de quarta-feira diante do Chipre sirva para colocar a nossa selecção cada vez mais perto do Campeonato do Mundo de 2002. Crente nos seus jogadores, frisa que a ausência de quatro elementos é de lamentar, mas refere que só fazem falta os que estão presentes. Inteligência é, na opinião do seleccionador, ingrediente fundamental para conseguir o triunfo.
– Espera que o Chipre tenha um comportamento igual ao de Andorra, que não saiu do seu meio-campo?
– São equipas diferentes. Penso que devemos continuar a fazer todos os esforços com vista à presença no Mundial, o que constituiria um marco para esta geração de jogadores. Estamos apenas a 360 minutos do objectivo principal e queremos ficar a 270.
– Como vai então Portugal encarar esta partida?
– O Chipre não deixará de tentar colocar-nos grandes dificuldades. É mais uma selecção a atravessar-se no nosso caminho, mas quero realçar a mentalidade e o espírito evidenciado pelos nossos jogadores, que terão de vestir o fato-macaco para bater uma equipa que pode parecer acessível, mas não o é. Já bateu a Espanha, por 3-2, e nós teremos de contrariar essa tendência, até porque se sabe que por vezes no melhor pano cai a nódoa.
– As baixas de Figo, Litos, Fernando Couto e Sérgio Conceição são grandes contrariedades em termos de estratégia?
– Convoquei 22 elementos antes do jogo com a Irlanda já a pensar naquilo que pudesse acontecer. Seria bom poder contar com o futebol mágico do Figo, que tem sido a nossa bandeira. Gostaríamos de poder contar com todos, mas tenho de dizer que quem faz falta são os que cá estão e encontraremos dentro da nossa força colectiva o ânimo para vencer o Chipre.
– Vai optar por um jogador criativo em detrimento de um homem mais defensivo?
– Temos dois ou três sistemas mecanizados que me permitem explorar da melhor forma as potencialidades dos jogadores e de uma coisa eu estou certo: todos eles sabem o que têm a fazer dentro de campo.
– Rui Caçador disse que o Chipre é uma equipa de ataque. Isso pode constituir uma vantagem para a selecção portuguesa?
– Teoricamente, pode ser assim, mas o que interessa é que os nossos jogadores sejam inteligentes. E são-no. Temos de pegar no jogo, atacar e marcar golos. Qualquer que seja o sistema a apresentar pela selecção do Chipre, temos de vencer a partida de amanhã [quarta-feira].”
Nuno Gomes e Pauleta têm pouco tempo
A dupla constituída por Nuno Gomes e Pauleta só foi utilizada por António Oliveira numa ocasião, concretamente frente à congénere de Andorra, em encontro disputado na Madeira.
Depois disso, nunca mais os dois jogadores apareceram juntos na frente de ataque. O seleccionador nacional refere que essa é uma solução que pode ser repetida, mas que precisa de ser trabalhada. ”Tudo depende dos adversários”, começa por dizer, para posteriormente adiantar: ”Eu estudo as situações que são possíveis de trabalhar, mas este sistema carece de tempo. Concretizando, quero dizer que temos duas ou três estratégias e qualquer outra alteração a introduzir tem de ser trabalhada com tempo.”
Quarta-feira, diante do Chipre, só Pauleta vai jogar de início e será acompanhado na frente, não por Nuno Gomes, mas sim por João Vieira Pinto. O ponta-de-lança da Fiorentina poderá constituir-se como opção ao longo da partida, o mesmo podendo acontecer com Sá Pinto, outra solução ofensiva às ordens de António Oliveira.
"À espera da hora certa"
O seleccionador nacional referiu-se terça-feira, em conferência de Imprensa, aos jogadores do Boavista, designadamente aqueles que se estrearam ao serviço da turma das quinas e às opções tomadas no jogo frente à Irlanda.
Litos manteve a titularidade, enquanto, Ricardo, Frechaut e Petit fizeram a estreia. António Oliveira frisou que tudo estava calculado. ”São jogadores que estavam referenciados e que foram acompanhados ao longo da temporada. Conheço-os profundamente em todas as suas vertentes. À excepção do Frechaut, preocupei-me em adaptá-los a esta casa e a esta família, que é a selecção nacional e posso dizer que estava à espera da hora certa para os lançar, porque sabia que seriam mais-valias.”
Apesar do discurso optimista, António Oliveira ressalva que nestes casos ”é preciso a confirmação”, o que espera aconteça já diante do Chipre. ”São quatro excelentes profissionais e estou convencido que o valor de cada um deles será reconfirmado nos próximos compromissos.”
A terminar, revelou a existência de outros potenciais seleccionáveis. ”Há outros elementos na calha, mas nestas coisas é preciso conhecer o perfil e as características exactas dos jogadores. Não se ”agarra num atleta só porque marcou muitos golos ou realizou uma grande exibição”.
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