História do Portugal-Inglaterra: Vitória na estreia do Mundial-86

História do Portugal-Inglaterra: Vitória na estreia do Mundial-86
História do Portugal-Inglaterra: Vitória na estreia do Mundial-86

REZA a crónica do enviado especial de Record, David Borges, que foi com "coesão, garra, humildade, espírito de sacrifício e... sentido táctico" que Portugal derrotou a Inglaterra no seu jogo de estreia no Campeonato do Mundo de 1986, disputado no México. "A inteligência portuguesa venceu a força inglesa e depois foi o espectáculo, com bandeirinhas pintadas, uma ‘sociedade de nações’ a aplaudir, ingleses a dizerem ‘well done’ e a tequilha a ser tirada de um caldeirão", era um dos destaques da reportagem feita no final do jogo.

A 15 minutos do termo da partida, Carlos Manuel apontou o golo solitário que abria para a equipa lusa boas (mas não confirmadas!) perspectivas de passar à fase seguinte da prova. Mais um golo de Carlos Manuel que ficou para a história do futebol português, feito "a meias" com Diamantino, autor da jogada que lhe deu origem. Foi Diamantino quem, na altura, contou como tudo aconteceu:

"Eu andava à procura de uma oportunidade desde que se iniciou o jogo. Já tinha dito ao Álvaro, no intervalo, para me dar a bola no pé para uma jogada que fazíamos muito no tempo do Eriksson. Eu recuava, levando o defesa, e depois corria para a frente, recebia a bola e, quando o defesa aparecesse, já eu estava de frente e com a bola dominada. É uma jogada muito difícil para os defesas, que geralmente vão pela parte de dentro, convencidos de que vou para a linha de fundo. Então, virei-me rapidamente, meti a bola por entre as pernas do defesa e parti quase com a certeza de ir fazer o golo. Mas apercebi-me que não podia ser, pois o Shilton fechou o ângulo e os defesas correram para cobrir. Podia tentar cortar a bola com a parte de fora do pé, mas iria sem força e, de outra maneira, só se um defesa inglês metesse o pé e fizesse autogolo. Quando me apercebi disso, levantei a cabeça, vi uma camisola vermelha a correr (nem reparei que era o Carlos Manuel), a desmarcar-se para o segundo poste, e eu não tinha outra coisa a fazer se não oferecer-lhe o golo."

Carlos Manuel lembrou, também, depois de o jogo terminar, que "estava longe da jogada", mas, quando se apercebeu que o Diamantino passava pela defesa, começou a correr: "Vi saírem-lhe ao encontro dois defesas, tentei abrir a defesa para o cruzamento e apareço sozinho junto ao segundo poste... e foi só empurrar a bola."

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