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Em francês, o seleccionador foi mais longe do que lhe é habitual e disse o que espera de Figo: “Que jogue para a equipa e inspire os colegas, para depois ter a sua inspiração própria. É isso é que é desequilibrar”
Bruxelas – Frente à mais alargada plateia desde que começou o Europeu-2000, Humberto Coelho antecipou terça-feira o jogo com a França com uma mensagem em favor do colectivismo. Há muita gente a querer reduzir a meia-final a um duelo Figo-Zidane para se saber quem é o melhor jogador do Mundo, mas o treinador de Portugal espera, sobretudo, que o seu número 7 “inspire os seus colegas”. Porque, no futebol, “primeiro está a equipa e só depois aparece o individual”.
“Quando um jogador faz o trabalho para a equipa, depois inspira-se. E precisa de inspirar também os seus colegas. Isso é que é um grande jogador”, começou por dizer Humberto Coelho. “Não é só fazer um passe ou um drible, há que inspirar os colegas. É isso que espero de Figo: que jogue para a equipa, que inspire os colegas para depois ter a sua inspiração própria. É isso é que é desequilibrar”, considerou o seleccionador português, que crê na possibilidade de a sua equipa ainda o surpreender positivamente. “Esta equipa está mais forte mentalmente, mais disciplinada”, vincou Humberto. “O importante é que a equipa seja mesmo uma equipa. Depois, se houver algum rasgo individual a desequilibrar, pois que seja a nosso favor”, sintetizou.
“Há muito tempo que temos bons jogadores tecnicamente, mas a técnica tem que ser posta ao serviço da equipa. Se uma equipa quer ganhar um campeonato como este, tem de estar muito bem colectivamente”, insistiu Humberto Coelho, mencionando o jogo defensivo. “Se uma equipa defende bem, tem mais possibilidades de sucesso, pois fica mais confiante. Se os avançados também defenderem, quando formos para o ataque serão mais ajudados pelos companheiros. Hoje, quando não tem a bola, uma equipa tem de defender; quando a recupera tem de atacar”, continuou. “Se os defesas-laterais não abrirem, se os médios não entrarem e não ocuparem os espaços, os nossos avançados não vão ter possibilidades. Esta dinâmica é muito importante e tem de ser feita por todos.”
Além do colectivismo, Humberto Coelho quer ver a equipa muito concentrada. “O jogo vai requerer muita determinação, coragem, concentração e essencialmente muita lucidez. São duas grandes equipas, grandes jogadores e qualquer pequeno pormenor pode desequilibrar. Portanto a concentração será fundamental”, alertou o seleccionador, que dá um exemplo: após os 20 minutos iniciais do primeiro jogo, Portugal não voltou a sofrer golos. “Estivemos desconcentrados, mas desde aí acertámos”, observou. Assim, há que manter essa concentração por mais algum tempo.
ELOGIA O ADVERSÁRIO
Se algo transpareceu das palavras de Humberto Coelho acerca da França foi respeito. O seleccionador nacional lembra-se que terá pela frente a equipa campeã do Mundo e não foi meigo nos elogios.
“A França vale pelo seu todo. Tem uma defesa muito experiente, muito segura e sólida. E depois os seus jogadores são bastante disciplinados tacticamente e profissionais”, analisou o técnico da selecção portuguesa, que citou Zidane como “um jogador que é capaz de desequilibrar”, mas recusou concentrar as atenções no número 10 francês. “Também temos que travar os outros, o Petit, o Djorkaeff, o Vieira...”
Humberto recusou-se a abordar pormenores estratégicos para o jogo, alegando que não sabia como a França ia aparecer. “Mas já vimos a França actuar várias vezes e será em função disso que vamos estar preparados, para não termos surpresas”, afirmou o seleccionador, que realçou: “Estamos com confiança e a nossa intenção é tentar ganhar”, completou.
HUMBERTO E A ESPOSA
Laurence, a esposa de Humberto Coelho, é francesa, pelo que quarta-feira deve encontrar-se dividida entre a fidelidade à pátria e aos interesses do homem que conheceu enquanto jogador do Paris St. Germain e que actualmente dirige a selecção portuguesa. É esperada em Bruxelas para assistir ao jogo e, embora não tenha querido revelar por quem vai a sua mulher torcer, Humberto tem a sensação de que será por Portugal. “Isso têm que lhe perguntar a ela”, começou por responder o seleccionador, deixando depois escapar uma pista: “De qualquer forma, penso que torcerá por Portugal”.
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