Portugal-Itália [sub-21], 1-3: O pior começo possível e o colete-de-forças

Asfixiantes a defender, os italianos deixaram sério aviso. Portugal foi lento, previsível, pouco organizado
e quase inofensivo

Portugal-Itália [sub-21], 1-3: O pior começo possível e o colete-de-forças
Portugal-Itália [sub-21], 1-3: O pior começo possível e o colete-de-forças • Foto: Simão Filho

O tempo é, ainda, de corrigir lapsos, não há pontos em jogo, nem qualificação em causa. No entanto, convém guardar as imagens do jogo de ontem para que não se repita o insucesso.

Face a opositor de qualidade, que estará num grupo diferente na fase final, Portugal acumulou erros a defender, foi manietado pela "squadra azzurra" quando pretendeu organizar-se e, no ataque, vagueou muitas vezes sem direcção.

É certo que houve ausências significativas, quebrando-se rotinas de jogo, mas ainda assim a equipa vale muito mais do que mostrou ontem. Não é caso para depressão, como o 4-1 no Bonfim à Suécia não justifica euforia, embora seja necessário agir para que a selecção se apresente de acordo com o talento que possui.

Triste entrada

Começar a perder com um golo aos 29 segundos (!), na jogada inicial do desafio, trouxe intranquilidade. A nova dupla de centrais demorou a acertar posições, meio-campo e ataque, apesar das trocas de posição de Quaresma e Lourenço, estavam sob controlo.

Equipa adulta, lúcida, com jogadores de qualidade, a viver bom momento, a Itália dominava sem problemas, exercendo supremacia com base no colete-de-forças que aplicou a Portugal: defendia compacta, em 4x5x1, desdobrando-se depressa para atacar em 4x3x3.

A estratégia habitual dos portugueses esbarrava na serenidade italiana que, além dos dois golos antes do intervalo, ainda viram Gilardino atirar à barra (dianteiro do Parma cujos golos na Série A lhe rendem evidência). Hugo Viana, coordenador do jogo português, esteve sempre demasiado marcado, como sucedeu aos companheiros (e a forma inábil como Robson tem lidado com o médio criativo só serve para lhe retirar confiança), melhorando um pouco após a pausa.

Com as substituições, os lusos aproximaram-se da baliza adversária, consentiram novo golo após falha defensiva e reduziram, num episódio fugaz na pequena área italiana. Apesar do esforço constante, a imaginação esteve sempre por baixo, a velocidade não ultrapassou limites reduzidos, os desequilíbrios escassearam tanto como as ideias.

Confusa, a Selecção só deixava ligeiros sinais de vida (com Custódio ganhou margem de manobra, atenuando o número de passes errados) e poucas vezes incomodou a defesa adversária, permanecendo Hugo Almeida como um náufrago no meio do oceano.

Arbitragem espanhola em níveis regulares.

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