Rui Jorge quer "elevar o nome de Portugal" e já recebeu apoio especial antes da final com a Alemanha

Selecionador lembrou sabor amargo do troféu perdido em 2015 mas assume confiança para o jogo em Ljubljana

• Foto: André Sanano/FPF

A Seleção Nacional de sub-21 está a poucas horas de entrar em campo na sua terceira final europeia da história que, no caso de Rui Jorge, será a segunda oportunidade para levantar o troféu, depois da derrota em 2015, contra a Suécia. O selecionador garante que a preparação tem sido idêntica àquela de há seis anos e revela ter recebido apoio especial, do futebol... ao futsal.

"Não mudámos nada. Temos o mesmo orgulho de estar presente nesta fase da prova, resto é a mesma ambição, vontade e trabalho de preparação. Espero que o resultado seja diferente, obviamente, e que consigamos elevar o nome de Portugal. Em 2015 ficou o sabor amargo de derrota, mas o positivo será sempre muito maior do que o negativo, apesar de não se termos conquistado o trofeu. Tenho pensado nesse jogo, até porque tenho recebido varias mensagens de jogadores que estiveram nessa final e sou obrigado a recordá-lo", assume o técnico, que também trocou mensagens com o homólogo da Seleção de futsal, Jorge Braz, que se sagrou campeão europeu... a escassos metros do Estádio Stozice, que vai receber o Portugal-Alemanha: "Mandou-me uma mensagem a referir isso, o estádio é ao lado do pavilhão, mas é apenas uma curiosidade. Não relevo minimamente essas coisas. Ljubljana é uma cidade bonita e ficará para sempre na nossa memória, logicamente já aqui passámos muito tempo e vivemos momentos intensos e alegres".

Quanto ao adversário pela frente, a Alemanha, que parte para a sua terceira final consecutiva, Rui Jorge vê uma "seleção tremenda" e destaca as diferenças entre as equipas: "Fazem da agressividade e intensidade e circulação do seu passe uma mais-valia. A projeção dos laterais dá uma dimensão ao jogo bastante difícil de contrariar. Não me sinto mais confortável com este tipo de jogo, é diferente claramente [em relação ao duelo com a Espanha, nas meias-finais]. Mas continuo expectante. Apesar de sabermos que é um estilo de jogo diferente vamos tentar que o nosso predomine e leve a melhor. Eles são muito mais físicos do que nós, acredito que se formos para os duelos corpo a corpo e os deixarmos chegar próximos vamos ter dificuldades. Se conseguirmos impor o nosso jogo e que não se cheguem próximos de nós poderemos ter alguma vantagem, é isso que sabemos fazer bem".

Os últimos detalhes para o embate serão definidos no treino de adaptação que a Seleção fará, pelas 17 horas, e Rui Jorge revela desde logo parte do seu discurso ao plantel. "É mais um jogo, vou dizer isto aos jogadores. Se há frase que não gosto é que as finais são para se ganhar. As pessoas que dizem isso são as mesmas que dizem que os jogos são todos iguais e que cada jogo é para vencer. Foi uma frase que em determinada altura poderá ter feito sentido, mas é um lugar comum e uma coisa que se pensarmos bem não fará assim tanto sentido. Não sou apologista disso. Todos os jogos são para ser encarados da mesma forma. Não me interessa ver-nos como candidatos ou favoritos, interessa encarar os jogos para os disputar da melhor forma e o mais preparados possível", rematou.

Por Ricardo Granada
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