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Fique a saber tudo sobre a formação gaulesa
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Há duas décadas, depois de conquistar o Mundial'1998, a França conseguiu também sagrar-se campeã no Europeu que se seguiu, em 2000. Agora, a equipa de Didier Deschamps - que era o capitão na histórica 'dobradinha' - procura repetir o feito. E não lhe faltam argumentos para isso, até porque a equipa parece, pelo menos teoricamente, mais forte do que nos anos anteriores - da equipa-tipo campeã mundial em 2018 apenas Umtiti e Matuidi deixaram de ser opções.
Ao crescimento de Mbappé, juntam-se nomes incontornáveis como Lloris, Varane, Kanté, Pogba ou Griezmann, sem esquecer o ostracizado Benzema, que está de volta à seleção gaulesa após quase seis anos de fora devido ao polémico caso Valbuena. Se todos estes craques remarem para o mesmo lado, a França pode mesmo vingar o desaire de 2016, quando perdeu com Portugal na final, e voltar a fazer história. À partida, os bleus são uns dos grandes favoritos a estar na discussão do título em Wembley, a 11 de julho.
Com apenas 22 anos, já tem um Mundial no currículo, tendo sido um jogador fundamental no triunfo do França em 2018 (marcou quatro golos na Rússia). E chega a este Europeu já no top 20 dos melhores goleadores de sempre dos bleus, com 16 golos, tantos como Ribéry e apenas a dois de Raymond Kopa e a quatro de Éric Cantona. Esta época, apesar das dificuldades do PSG a nível coletivo, o jovem avançado chegou aos 40 tiros certeiros pelo clube e, em quatro temporadas, já superou Pauleta, tornando-se o 3º melhor goleador da história dos parisienses, apenas atrás de Ibrahimovic e Cavani.
Está no cargo desde 2012, quando sucedeu a Laurent Blanc depois de um Euro'2012 em que a França caiu nos quartos-de-final frente à futura campeã Espanha. Já com Deschamps, o cenário repetiu-se no Mundial'2014, desta vez frente à Alemanha. Depois, seguiu-se a enorme desilusão provocada pelo golo de Eder na final de 2016, antes de tudo mudar no último Mundial, onde finalmente chegou ao sucesso. Apesar dos muitos craques à disposição, o estilo de jogo eficiente mas pouco vistoso tem-lhe valido muitas críticas.
A chamada de Benzema quase seis anos depois é a grande novidade numa lista onde não faltam craques que já estiveram na final de 2016 e na conquista do Mundial'2018. Mike Maignan, guardião do surpreendente Lille, e o defesa Jules Koundé, ainda sem qualquer jogo pela seleção, são as outras principais novidades, tal como a chamada de Marcus Thuram, filho de Lilian Thuram, o jogador com mais internacionalizações pela França.
O regresso de Benzema dá ainda mais poder de fogo a uma seleção que já tem no ataque a sua grande força, com as estrelas Mbappé e Griezmann. Se a estes juntarmos um meio-campo com Kanté e Pogba em forma, os campeões mundiais contam com uma equipa temível, até porque a nível defensivo pouco muda e as rotinas estão há muito bem definidas. Adepto do 4x2x3x1 e do 4x4x2, Deschamps deverá agora encontrar uma forma de integrar o goleador do Real Madrid num ataque que ameaça fazer muitos estragos.
Anfitriã do primeiro Europeu, em 1960 - então só com meias-finais e final -, a França só voltaria a participar em outra fase final da prova quando voltou a recebê-la, em 1984. Os bleus conquistaram aí o seu primeiro título internacional, depois de baterem Portugal nas meias-finais. Em 2000 repetiram o feito, novamente depois de eliminar a Seleção Nacional na antecâmara da final. Em 2016, recebeu a competição pela terceira vez e reencontrou a equipa das quinas, que desta vez fez a festa ao conquistar o título ao bater precisamente aos gauleses no jogo decisivo.
Em baixo pode consultar todo o calendário do Euro'2020. A França está no grupo F e estreia-se dia 15 de junho, contra a Alemanha, em Munique. No dia 19 enfrentará a Hungria em Budapeste e a 23 a seleção de Portugal, novamente em Budapeste.
Lilian Thuram, que terminou a carreira em 2008, continua a ser o mais internacional da França, mas na perseguição está Hugo Lloris, que pode aproximar-se ainda mais nos próximos tempos pois, aos 34 anos, é o habitual titular na baliza gaulesa. Olivier Giroud é o único outro jogador em atividade que figura no top 10. Antoine Griezmann, de 30 anos, é o que está mais próximo, com 89 jogos.
1. Lilian Thuram, 142
2. Thierry Henry e Hugo Lloris, 123
4. Marcel Desailly, 116
5. Zinedine Zidane, 108
6. Patrick Vieira e Olivier Giroud, 107
8. Didier Deschamps, 103
9. Laurent Blanc e Bixente Lizarazu, 97
Olivier Giroud aproveitou as oportunidades do último ano para ultrapassar Michel Platini mas o avançado de 34 anos dificilmente conseguirá chegar ao recordista Thierry Henry, até porque deve perder espaço na equipa com o regresso de Karim Benzema aos eleitos. O goleador do Real Madrid é, curiosamente, o 10º desta lista, que conta ainda com Griezmann em destaque (o luso-francês já ameaça o 3º posto de Platini).
1. Thierry Henry, 51
2. Olivier Giroud, 44
3. Michel Platini, 41
4. Antoine Griezmann, 35
5. David Trezeguet, 34
6. Zinedine Zidane, 31
7. Jean-Pierre Papin e Just Fontaine, 30
9. Youri Djorkaeff, 28
10. Karim Benzema, 27
Nota: todos os dados presentes nesta página estão atualizados até dia 25 de maio de 2021.
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