Grupo A
Grupo B
Grupo C
Grupo D
Grupo E
Grupo F

O relato do caos na final de Wembley: «De 10 em 10 minutos, entravam 300 pessoas sem bilhete»

Adepto responsável pela organização de um dos grupos que invadiu o estádio garantiu que 'stewards' não foram suficientes

• Foto: EPA

Um dos adeptos responsáveis pela criação de um dos grupos que 'invadiu' Wembley sem bilhete para assistir à final do Euro'2020, entre Itália e Inglaterra (vitória italiana por 3-2 após penáltis, depois de empate a um no tempo regulamentar), explicou ao 'The Guardian' como se deu todo o processo, garantindo que "ficaria chocado se [lhe dissessem que] menos de 5 mil pessoas tivessem entrado sem bilhete", uma vez que de "dez em dez minutos, entravam 300 de cada vez".

Pablo (nome fictício usado pelo 'The Guardian'), de 24 anos, começou por admitir que era administrador num grupo de 'Telegram', onde estavam presentes centenas de fãs sem bilhete, onde os 'invasores' se iam 'aconselhando' uns aos outros, fazendo referência a possíveis pontos onde as portas se iam abrir. Pablo partilhou o seu pensamento inicial: "Pensei que o meu pai tinha 52 anos e que nunca tinha visto a Inglaterra numa final em Wembley, e achei que poderia ser uma oportunidade que só tinha uma vez durante a minha vida. Havia 30 mil lugares vazios, não nos sentámos no lugar de ninguém", começou por dizer, antes de frisar que levou aproximadamente 300 euros para subornar 'stewards', mas que não precisou de os usar.

"Muitos dos 'stewards' pareciam mais do que dispostos a ajudar-nos. Oferecemos 200 libras a um para deixar cinco de nós entrar. Estávamos à espera que o colega dele chegasse, e foi aí que vimos uma porta para os deficientes a abrir. Simplesmente corremos em direção à porta e entrámos. Sempre que uma destas abria, entravam 300 de cada vez, e parecia que se abriam de dez em dez minutos. E não estou a contar com as pessoas que subornaram 'stewards'. Ficaria chocado se menos de 5 mil pessoas tivessem entrado sem bilhete", referiu.

Pablo explicou ainda como, já dentro do estádio, se sentou com mais cinco pessoas, sem ninguém os expulsar: "Encontrámos cinco lugares vazios e sentámo-nos, até que veio uma família e viu que um de nós estava sentado num dos sítios deles. Eles pareceram algo desconfiados, mas simplesmente andámos uma cadeira para o lado e mais ninguém veio".

Quando questionado acerca dos vídeos que circularam nas redes sociais de confrontos entre adeptos sem bilhete e adeptos que já se encontravam dentro do estádio para assistir à partida, Pablo reforçou: "Não magoámos ninguém. As pessoas que estavam a causar problemas eram as que estavam a tentar lutar contra quem não tinha bilhete".

Relativamente às medidas que podiam ser tomadas para evitar incidentes assim, o 'invasor' de 24 anos afirma que "se houvesse quatro ou cinco polícias atrás de cada porta destas, isso assustaria as pessoas. 'Stewards' não são suficientes para fazer estes adeptos mudarem de ideias. Este cenário provavelmente não voltará a acontecer, a menos que Inglaterra volte a receber o Mundial de 2030", rematou.

Recorde-se que a Federação Inglesa, que afirmou que "os números de seguranças e 'stewards' destacados para a final excederam os requisitos do jogo e eram maiores do que alguma vez foram para outros eventos em Wembley", já está a investigar o episódio com a colaboração da polícia.

Por Record
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Euro 2020

Notícias