A arbitragem de Yuichi Nishimura continua a dar que falar, um dia depois do arranque do campeonato do Mundo. As críticas, lideradas pelos responsáveis croatas, também são feitas por… brasileiros. A comunicação social é unânime na avaliação do lance em que Fred "conquistou" a marcação do castigo máximo, onde Neymar bisou e colocou a seleção da casa na rota da vitória.
O Globo Esporte é um desses casos. O site fez uma recolha de jogadas polémicas que beneficiaram a seleção do Brasil ao longos dos anos nos Campeonatos do Mundo. E há de tudo: desde grandes penalidades marcadas e outras que passaram em branco, passando por golos anulados ou ignorados pelo árbitro, até cartões vermelhos que ficaram por mostrar e outros que, mesmo mostrados, de nada valeram no jogo seguinte.
O lance mais recente dos que são citados ocorreu na África do Sul, em 2010. No jogo com a Costa do Marfim (num grupo onde estava também Portugal), Luis Fabiano ajeitou a bola com o braço antes de fazer o segundo golo da vitória canarinha (3-1).
Recuando até 2002 e precisamente ao jogo de estreia da seleção amarela, frente à Turquia, o empate a um golo perfilava-se como o resultado final, já que faltavam apenas três minutos para os 90. Luizão, recém entrado, seguia em ataque perigoso quando foi travado pro Alpay, fora da área. O juiz Young Joo Kim assinalou grande penalidade e Rivaldo confirmou a vitória. O Brasil seria campeão do Mundo um mês depois.
Em 1994, a seleção brasileira viu-se beneficiada num lance devido a uma regra que… ainda não existia. Tudo aconteceu nos quartos-de-final frente à Holanda, quando o árbitro validou o golo de Bebeto. Antes, a bola passara por Romário, que estava em fora de jogo mas não participou na jogada. Acontece que essa regra, referente à inexistência do fora de jogo passivo, só foi implementada no ano seguinte.
O Globo Esporte cita também um caso de golo fantasma no Mundial de 1986. O espanhol Michel rematou à baliza, a bola bateu na barra e no solo – dentro da baliza – ressaltando para fora. O placar não se alterou, algo que no Mundial'2014 não poderia acontecer, devido à nova tecnologia "Goal Control".
Mais antigos, há ainda os casos de 1970 em que Pelé agrediu com o cotovelo um jogador do Uruguai, que ainda foi acusado de fazer falta, e o de 1962 que, depois de um penálti não marcado cometido por Nilton Santos e um golo de Peiro anulado pelo chileno Sérgio Bustamente, Garrincha ainda foi expulso nas meias-finais por agressão, mas a FIFA despenalizou o jogador para que este jogasse a final, onde o Brasil chegou ao título.