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Bandido está a roubar o show no Brasil

Bandido está a roubar o show no Brasil
• Foto: GETTY IMAGES

"Eu sabia que este ia ser o Mundial do James. Estamos perante alguém que decide sozinho, mas também sabe jogar bem para a equipa. É um jogador de primeira classe." As palavras são de José Pékerman, selecionador colombiano, para quem as qualidades que James Rodríguez está a demonstrar no Brasil estão longe de ser uma novidade.

Com apenas 22 anos, o Bandido, como desde sempre lhe chamam sem que ele saiba a verdadeira razão, já tem uma carreira recheada de sucessos, títulos e transferências milionárias, sem que deixe de continuar a ser um dos jogadores mais cobiçados do mercado ano após ano.

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Menino-prodígio, o jovem natural de Tolima foi descoberto pelos argentinos do Banfield com apenas 16 anos e desde aí não voltou para trás. Em 2010, o FC Porto pagou por ele 5,1 milhões de euros, para o vender três anos mais tarde por 45 milhões, naquela que é a terceira venda mais cara da história do futebol português, depois de Hulk (55 milhões) e Falcão (47).

Estrela na seleção desde os 16 anos

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Se há sensação que James conhece muito bem é a de vestir a camisola amarela da seleção colombiana. O James Bond, como ficou conhecido durante os três anos que jogou nos argentinos do Banfield (apesar de Rodríguez nem gostar da saga...), foi um dos pilares de todas as seleções jovens ao longo dos últimos anos.

Em 2007, com apenas 15 anos, foi o jogador mais jovem entre os que defendeu as cores do seu país no campeonato sul-americano de Sub-17 e em 2011 entrou com estatuto de grande estrela dos jovens Cafeteros no Mundial de Sub-20 disputado em casa, mas que acabou com desilusão, já que os colombianos foram eliminados nos quartos-de-final pelo México, num torneio em que Portugal só parou na final, derrotado pelo Brasil no prolongamento.

Sem surpresas, James tornou-se também em 2011, um mês depois do referido Mundial, um dos jogadores mais jovens de sempre a somar a primeira internacionalização pela equipa principal da Colômbia, com apenas 20 anos. Um encontro memorável, já que o número 10 marcou e foi considerado o melhor em campo numa partida no Peru, da fase de qualificação sul-americana para o Mundial do Brasil.

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Na Colômbia, o brilhantismo e repentismo técnico de Rodríguez foi sempre reconhecido e só não teve mais protagonismo porque na frente de ataque sempre morou aquele que para muitos é o melhor ponta-de-lança do Mundo: Radamel Falcão.

Pensava-se que a ausência de El Tigre pudesse vir a ter um efeito negativo em James, que passaria a ter mais responsabilidade nos seus ombros, mas o jovem de Tolima tem provado que para os “craques” e como dizia Billie Jean King, “a pressão é um privilégio”.

James viajou para o Brasil com cinco golos marcados na sua carreira pela seleção principal colombiana e quatro jogos depois já leva mais cinco, os dois últimos a oferecerem à Colômbia um triunfo por 2-0 diante do Uruguai, que empurrou os Cafeteros para os quartos-de-final do Mundial pela primeira vez na história.

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Além dos muitos (e bons) golos de James Rodríguez, o colombiano também se tem preocupado em servir os colegas e soma já duas assistências, tornando-se no primeiro jogado sul-africano desde Pelé a participar diretamente em sete golos nos seus quatro primeiros encontros da carreira em campeonatos do Mundo.

Se James nunca soube a razão pela qual amigos, colegas e treinadores sempre lhe atribuíram a alcunha de Bandido, agora já não deverá ter dúvidas. É que o jovem colombiano tem roubado o show no Mundial do Brasil…

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