Bem se pode dizer que este estágio nos Estados Unidos da América é sinónimo de lucro em todos os aspetos para a Seleção Nacional. É que à questão técnica – Paulo Bento pode preparar o Mundial com toda a tranquilidade, em condições invejáveis e sob um clima parecido com o que a equipa irá encontrar no Brasil – junta-se a questão financeira, sempre importante nos dias que correm. Segundo apurou Record, a estada em terras do Tio Sam irá render aos cofres da Federação Portuguesa de Futebol cerca de 1 milhão de euros, sendo que não existem quaisquer tipo de despesas com deslocações, locais de estágio e hospedagem.
O mesmo é dizer que no contrato feito entre a FPF e a Relevent Sports, empresa responsável por toda a organização, estava estipulado o pagamento de uma verba, bem como toda a cobertura dos custos inerentes à presença de Portugal nos Estados Unidos da América. Esta é uma política comum e que tem sido adotada por várias federações nos últimos anos, uma vez que rentabilizam o potencial e o valor das respetivas seleções. No caso de Portugal, a FPF cobra cerca de 750 mil euros por cada jogo particular para que é convidada, um valor que a aproxima das seleções mais caras do Mundo e que só é suplantado por Alemanha, Itália, Inglaterra, Brasil e, claro, a campeã do Mundo e da Europa, Espanha, que chega a pedir 2 milhões por cada solicitação. Neste caso, os dois jogos, frente a México e Rep. Irlanda, representariam o pagamento de 1,5 milhões de euros, mas a quantia total foi negociada em função do pagamento de todas as despesas deste estágio.
Sem cláusulas
Para que tudo isto aconteça, muito contribui a presença de Cristiano Ronaldo, um jogador que arrasta milhões de fãs e que só por si é capaz de encher qualquer estádio do Mundo. Por isso, a Federação Portuguesa de Futebol tem também “legitimidade” para exigir um cachet mais alto. No entanto, desde o jogo com o Gabão, realizado a 14 de novembro de 2011, em que Ronaldo não esteve presente, que a FPF não faz contratos onde seja exigida a presença em campo do CR7.
A organização presidida por Fernando Gomes entende que quem quiser pagar, que o faça para ver a Seleção Nacional e não apenas um jogador. Por isso, e seguindo esta política, no contrato assinado com a Relevent Sports não está exigida a presença do jogador em nenhum dos particulares. Cristiano Ronaldo pode jogar com a Rep. Irlanda, na segunda partida, mas por questões desportivas e não financeiras.