Sabella e Löw exemplos do triunfo dos adjuntos

Sabella e Löw exemplos do triunfo dos adjuntos
• Foto: REUTERS

Num mundo de vaidades, de perfis machistas e arrogantes, Joachim Löw e Alejandro Sabella parecem dois homens deslocados. Discretos, educados, quase cinzentos, o alemão e o argentino são os verdadeiros responsáveis pela presença das respetivas seleções na final do Mundial'2014. Mais do que os astros Messi, Di María, Thomas Müller ou Klose, foram Löw e Sabella os homens que fizeram a diferença.

Nos dois casos, bem pode dizer-se que suplantaram os seus mentores, Jürgen Klinsmann e Daniel Passarella, respetivamente, com quem trabalharam como adjuntos durante anos até se libertarem das amarras e partirem, sozinhos, à conquista dos seus sonhos.

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Os dois foram jogadores discretos (mais Löw do que Sabella), sem nada de significativo nas suas carreiras. Como treinadores, começaram por baixo, em papéis secundários, mas mostrando desde cedo que tinham dois argumentos que os diferenciavam: personalidade e ideias próprias.

Löw foi o braço-direito de Klinsmann na seleção da Alemanha mas dentro da estrutura da federação toda a gente dizia que era ele o cérebro da dupla. Sabella completava Passarella no equilíbrio tático das suas equipas, na leitura de jogo e na antecipação dos problemas.

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Foi, por isso, sem surpresas que ambos acabaram por merecer a confiança dos responsáveis das respetivas federações. Primeiro o alemão há mais tempo, em 2006, depois o argentino, há 3 anos. De então para cá, as seleções da Alemanha e da Argentina conheceram altos e baixos mas conseguiram chegar à final do Mundial do Brasil com mérito e sem contestação.

Joachim Löw é tido por ser o “culpado” da mudança de filosofia na seleção alemã: da força e do pontapé longo passou-se para a técnica e posse de bola como ideias principais para atingir o objetivo da vitória. Alejandro Sabella também mudou mentalidades e “disse” aos seus jogadores que apenas a técnica individual não chegava para ganhar.

Domingo, no Maracanã, vão defrontar-se a equipa como o melhor ataque do Mundial’2014, a Alemanha, com 17 golos, e aquela que apresenta a melhor defesa, a Argentina, com 3 sofridos. Löw poderá tornar-se no primeiro treinador a conduzir uma seleção europeia ao título mundial em solo americano e Sabella quer seguir as pisadas de Cesar Menotti e Carlos Bilardo, campeões em 1978 e 1986, respectivamente.

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JOACHIM LÖW

Schönau, 3/2/1960 (54 anos)

Como jogador (médio defensivo): Freiburgo, Estugarda, Eintracht Frankfurt, Karlsruher, Schaffausen, Wintertur e Frauenfeld. Na seleção: 4 jogos nos Sub-21.

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Como treinador: Juniores do Wintertur, jogador/treinador do Frauenfeld, assistente de Rolf Fringer no Estugarda, FC Tirol, FK Austria Viena, assistente de Jürgen Klinsmann na seleção da Alemanha e seleção da Alemanha desde 2006

Alemanha com Löw: 81J 55V 16E 10D 207/82G

ALEJANDRO SABELLA

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Buenos Aires, 5/11/1954 (59 anos)

Como jogador (médio defensivo): River Plate, Sheffield United, Leeds United, Estudiantes, Grêmio, Ferro Carril Oeste e Irapuato. Na seleção: 8 jogos

Como treinador: Adjunto de Daniel Passarella entre 1989 e 2007 na seleção da Argentina, Parma, seleção do Uruguai, Monterrey, Corinthians e River Plate. Em 2009 assume o comando do Estudiantes de La Plata e em agosto de 2011 a seleção da Argentina

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Argentina com Sabella: 40J 26V 10E 4D 76/32G

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