Luiz Felipe Scolari sabe que, apesar do “estado de graça” que tem rodeado o seu regresso ao comando da seleção do Brasil, a resposta da equipa terá de convencer todos os críticos. E ganhar à Inglaterra esta noite, em Wembley, poderá ser o primeiro passo a dar na caminhada rumo ao Mundial de 2014 – a grande meta traçada pelo treinador e todos os responsáveis da Confederação Brasileira.
“Queremos vencer este jogo, claro, mas o importante não será fazer bonito este ano e em 2014 não estar à altura dos sonhos de todos os brasileiros”, disse o treinador na conferência de imprensa de ontem, em Wembley. E para que não existam dúvidas quanto os objetivos, Scolari recordou o historial de outros países que também organizaram o Mundial de futebol duas vezes.
“A Itália organizou duas vezes mas só ganhou uma, a Alemanha também organizou duas, a última em 2006, e também só ganhou uma. O Brasil já organizou uma vez e perdeu. Por isso, já perdemos o nosso Mundial em casa. Não há mais alternativa senão ganhar essa segunda oportunidade no nosso país. Não podemos perder um segundo Mundial em nossa casa”, sublinhou.
Um país a sonhar
Congregar todo um país em torno de um sonho não é novidade para Scolari, como ontem recordou, respondendo a uma pergunta de Record. “Sim, em 2003 e 2004 conseguimos isso com Portugal e acredito que o Brasil vai seguir esse exemplo, pois a seleção precisará de todo o apoio do povo.”
As dúvidas quanto a algumas das suas escolhas também não o preocupam, nomeadamente sobre Júlio César, Dante e Ronaldinho Gaúcho.
“O Ronaldinho pode ter 32 anos e alguns pensarem que está velho, mas foi brilhante com o Atlético Mineiro e na seleção pode ter um papel muito importante,” assegurou.
O regresso de Ronaldinho
As quatro principais apostas pessoais de Scolari na sua primeira convocatória deverão surgir no onze inicial do Brasil frente a Inglaterra – o guarda-redes Júlio César, o central Dante, o criativo Ronaldinho Gaúcho e o avançado Luís Fabiano. Scolari não tem tempo a perder com muitas experiências e por isso, quanto mais cedo começar a definir a sua base, melhor.
“Não fiquem surpreendidos se escolher alguns jogadores que vocês não estão à espera”, avisou os jornalistas na conferência de imprensa. A referência parece clara a propósito de três dos quatro nomes acima referidos, mas especialmente para Ronaldinho Gaúcho e Fabiano, com pouco tempo de jogo este ano, devido ao calendário brasileiro. Dante será estreia absoluta.
Cole de início no jogo 100
O selecionador inglês Roy Hodgson confirmou que o lateral Ashley Cole vai integrar o onze inicial frente ao Brasil, num jogo que irá assinalar a sua 100.ª internacionalização. “Ele vai ser titular, mesmo tendo em conta que Leighton Baines tem estado muito bem”, sublinhou o técnico, deixando elogios tanto ao defesa do Chelsea como ao lateral do Everton.
Ashley Cole será o sétimo jogador inglês a passar a barreira das 100 internacionalizações, depois de Peter Shilton (125), Beckham (115), Bobby Moore (108), Bobby Charlton (106), Billy Wright (105) e Gerrard (100). O médio do Liverpool é o capitão de Inglaterra e Hodgson não encontra uma razão para que Cole fique com a braçadeira. “Acho que o Cole está satisfeito, por ser um jogador importante na equipa”, disse o selecionador, que não admite experiências: “Levamos o jogo muito a sério.”
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