[videopub:http://spvd.i.xl.pt/nzP6bqWcytolts3dFazZ.jpg|http://spvd.v.xl.pt/nzP6bqWcytolts3dFazZ.mp4|290|240]
A situação clínica de Cristiano Ronaldo poderá levar a uma “guerra surda” de bastidores entre a FPF e o Real Madrid, sem que qualquer das partes assuma publicamente um comentário. O capitão de Portugal está a ser submetido a um plano de recuperação específico a cargo do fisioterapeuta-chefe da Seleção Nacional, António Gaspar, que prevê colocá-lo à disposição de Paulo Bento para o primeiro jogo do Mundial, diante da Alemanha, no próximo dia 16.
Ainda antes de Ronaldo chegar a Óbidos, já os responsáveis técnicos e médicos da Seleção sabiam que o jogador teria de ser resguardado de qualquer esforço até ao começo do Mundial. Todos sabiam que CR7 se sacrificara pelo clube que lhe paga o ordenado e isso nunca foi posto em causa por parte da FPF. Mas o que estes também entendem como razoável é que o capitão se sacrifique por estar em campo no Mundial se tal for necessário e o próprio Ronaldo se sentir em condições. E disso ninguém duvida, até porque ao longo do apuramento CR7 deu provas mais do que suficientes nesse sentido.
Até ontem, os boletins clínicos da FPF tinham mencionado apenas uma lesão – na face posterior da coxa esquerda – e nunca tinham admitido qualquer problema no tendão rotuliano de Ronaldo. O problema, porém, existia, embora já viesse de trás.
Na Suécia
O jogo em que o tendão rotuliano de Cristiano Ronaldo esteve mais próximo de ceder terá sido a 19 de novembro passado, no segundo jogo do playoff com a Suécia. Ao minuto 75, com o resultado negativo para Portugal, Ronaldo tentou uma fuga pelo lado esquerdo e caiu desamparado. De imediato temeu-se o pior, porque se sabia o desgaste a que o jogador estava sujeito, mas a verdade é que CR7 prosseguiu em campo e marcou mais dois golos que deram à Seleção Nacional o passaporte para o Mundial do Brasil.
De então para cá, Ronaldo disputou 30 jogos pelo Real Madrid, tendo sido substituído em sete deles. Só na ponta final do campeonato espanhol esteve parado, mas não deixou de disputar os 120 minutos da final da Liga dos Campeões. A questão principal é enquadrar o risco de rotura com a capacidade atlética de um jogador como Ronaldo. No seio da FPF, assim como do corpo clínico do Real Madrid, ninguém duvida que o avançado está muito acima da média, no que à resistência física diz respeito. Em pé de igualdade com outros 100 jogadores, pelo menos 90 sofreriam uma lesão antes dele...