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Apuramento sofrido já colocou a Seleção de fora da luta pelo título no Brasil...
As declarações de Cristiano Ronaldo, proferidas no final do jogo com os Estados Unidos, até podem ter provocado ondas de indignação, mas apenas numa primeira análise feita a quente. Afinal de contas, ao retirar o rótulo de equipa de topo à Seleção Nacional, quando o ranking da FIFA a coloca num honroso 4.º lugar, o capitão estava a desvalorizar o reconhecimento mundial das qualidades do coletivo que nos representa no Brasil. Depois, mais a frio, olhando não só ao presente, mas também ao passado recente, a constatação de que o capitão não tinha feito mais do que verbalizar a realidade surgiu naturalmente. Pelo menos, foi essa a ideia que nos chegou, vinda de Jorge Costa, Toni e Paulo Alves, três antigos internacionais portugueses.
Esses três ex-jogadores ouvidos por Record subscrevem as palavras de Cristiano Ronaldo, quando este diz que nunca pôs Portugal nos favoritos à vitória final. Para Jorge Costa,Toni e Paulo Alves, a fase de apuramento para o Mundial evidenciou isso mesmo e, agora, o camisola número 7 apenas tratou de travar a euforia que se generalizou um pouco por todo o país até terem caído na realidade dos maus resultados.
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Toni, pela sua parte, considera que se os jogadores portugueses estivessem todos ao seu melhor nível, “o que não acontece”, então a nossa Seleção estaria “na segunda linha do futebol mundial e nunca na primeira”. Paulo Alves defende ideia idêntica e acrescenta que “as palavras de Ronaldo não terão repercussões negativas no balneário, porque a ideia que ele transmitiu será comum a todos”. Jorge Costa, por fim, diz que “os jogadores não podem esperar críticas positivas e têm de ser fortes”.
ANÁLISE AO DISCURSO
Jorge Costa: «Devemos respeitar os 23»
“Portugal é, no mínimo, uma das seleções mais respeitadas. Ronaldo diz que ficou tudo ainda mais difícil sem Pepe e Coentrão, mas eu acho que devemos respeitar os 23 convocados e os que podiam ter ido e não foram. Mesmo assim, parece-me claro que não temos as mesmas soluções de outros países... A fase de apuramento mostrou isso mesmo.”
Toni: «Espelhou a realidade»
“Ao seu melhor nível, a Seleção pode discutir qualificações para as grandes provas, mas não chega para a colocar no patamar dos favoritos. Tenho de concordar com o que o Ronaldo disse. Ele cresceu como jogador e como homem e, com essas palavras, não quis mexer com os colegas, mas sim espelhar aquela que é a realidade da Seleção."
Paulo Alves: «Euforia tira o raciocínio»
“Tenho de concordar com o Ronaldo, não temos essa capacidade, não estamos ao nível das melhores seleções do Mundo. Em Portugal, basta passarmos um playoff para ficarmos todos eufóricos e, por vezes, essa euforia tira-nos o raciocínio. Ronaldo sabe que sozinho não fará nada. Sem um melhor aproveitamento dos talentos, será difícil fazer melhor.”
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