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Quando nos chegou a folha com a constituição das equipas à bancada de imprensa do Stade de France...
Quando nos chegou a folha com a constituição das equipas à bancada de imprensa do Stade de France, uma hora antes do início da final do Mundial de 1998, entre a França e o Brasil, já se sentia um burburinho à volta e o motivo tornou-se evidente logo à primeira olhada. Ronaldo, o melhor jogador do Mundo, estava fora do onze de Mário Zagallo, sem que houvesse qualquer notícia ou indício de problema.
Estava lançado um dos maiores mistérios da história do Mundial e do próprio futebol, a dar azo desde logo às mais variadas teorias de conspiração. Minutos depois, Ronaldo surgiu em campo e uma nova folha foi distribuída com o seu nome, levando a pensar ter-se tratado de um erro dos serviços de media da FIFA. No entanto, decidi guardar a folha original como uma relíquia, pois os primeiros minutos do jogo mostraram que algo de anormal se passava, tal a apatia e a incapacidade de corresponder minimamente às exigências do jogo, passando completamente à margem e contagiando a seleção canarinha para uma exibição muito abaixo do exigível para uma final de Mundial.
Na conferência de imprensa de Mário Zagalo, dezenas de jornalistas brasileiros e, por arrasto, os restantes, levantaram uma barragem de perguntas sobre Ronaldo, adensando o interesse e a especulação a partir do momento em que o treinador deixou escapar que o jogador se tinha sentido mal de noite e tivera de ir a um hospital fazer uma bateria de exames – bem como a confirmação de que a primeira folha de jogo sem o seu nome não tinha sido qualquer engano.
Os jornalistas ouviram então que Ronaldo só entrara em campo por sua própria conta e risco, pois sofrera uma convulsão, com desmaio, a meio da noite, a qual assustou o colega de quarto, Roberto Carlos. Por motivos desconhecidos e que os exames não teriam confirmado.
De envenenamento a um escândalo amoroso fora da concentração da seleção brasileira na noite antes da final, todas as hipóteses foram consideradas, não faltando um denso odor a conspiração, favorecendo o triunfo da França. Ronaldo chegou a responder em inquérito parlamentar no Brasil, mas a origem do problema nunca foi desvendada.
A FIGURA
Melhor marcador em fases finais do Mundial
Só Ronaldo sabe o que se passou e talvez um dia, nas suas memórias, vá um pouco mais além da frase “Perdemos a Copa do Mundo, mas eu ganhei outra Copa, a minha vida”. Quatro anos mais tarde liderou o Brasil à conquista do título mundial e nunca mais, na carreira do melhor marcador de sempre em fases finais, se repetiu o problema. Provavelmente, foi vítima de uma crise de ansiedade e stress, tal a pressão que sobre ele exerciam os patrocinadores, a federação e todo o Brasil. Começara mal a prova, mas marcou três golos a partir dos quartos-de-final, incluindo o decisivo da meia-final de Marselha, com a Holanda, onde se mostrou em boa forma. A França, de Zidane, venceu a final por 3-0, mas a proeza que enlouqueceu Paris na noite de 12 de julho de 1998, com mais de um milhão de pessoas nos Champs Elysées a celebrar, não empalideceu a imagem do brasileiro, já chamado de Fenómeno e depois coroado duas vezes como Melhor do Mundo.
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