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Poucas nações vivem o futebol e a presença da seleção no Campeonato do Mundo com a mesma paixão, emoção e expetativa da Argentina. A partir da próxima semana, os olhares de todo um povo voltam a fixar-se nos 23 jogadores da formação azul-celeste, que vão em busca de um título que lhes foge desde 1986.
Do seu lado, os argentinos têm Lionel Messi, nada mais, nada menos do que o vencedor da Bola de Ouro entre 2009 e 2012 e unanimemente considerado um dos melhores jogadores da história da modalidade. Mas se as qualidades técnicas da pequena Pulga são claras, há outras caraterísticas que fazem os seus compatriotas continuar a desconfiar.
“Sempre gostámos de como Messi joga, mas continuamos sem saber quem ele é”. Esta frase dita por um taxista a um jornalista norte-americano do “New York Times”, durante uma reportagem feita sobre a vida de Messi, resume o sentimento dos argentinos em relação àquele que é um dos maiores ídolos desportivos do Mundo.
O povo argentino não tem dúvidas de que Messi é um jogador de eleição, especialmente quando representa o seu clube, Barcelona, mas a sua personalidade e forma de estar continua sem convencer. Para os seus compatriotas, Leo saiu demasiado cedo da argentina e nunca jogou na principal divisão argentina, o que o faz ter atitudes que outros jogadores não tiveram. Não canta o hino e, na opinião do povo argentino, não sente a camisola da seleção como os seus companheiros.
Messi fez-se homem na Catalunha, mas houve algo que nunca perdeu e que faz manter a pouca ligação emocional que os argentinos ainda mantêm com ele: o sotaque. “O melhor que Messi fez ao longo dos anos foi manter o sotaque do Rosario, localidade onde nasceu. Nem quero imaginar se ele tivesse perdido o sotaque. Acho que o matavam”, afirmou o mesmo taxista.
Comparação inevitável com Maradona
Lionel Messi vive desde o início da carreira agarrado à comparação com Diego Maradona. Se em termos futebolísticos há muitos, mesmo na Argentina, que já consideram a Pulga superior, a popularidade dos dois jogadores no país é muito diferente, “El Pipe” a recolher incomparavelmente um quota de popularidade superior à do número 10 do Barcelona e da seleção argentina.
Essa diferença de tratamento do povo argentino em relação aos dois maiores jogadores da sua história do país prende-se com uma série de fatores, com o primeiro a ser precisamente o de Messi ter abandonado o país muito novo, perdendo a ligação sentimental com o povo argentino. A personalidade pacata e tímida do jogador do Rosario também não convence os compatriotas, que preferem a espontaneidade e rebeldia de Maradona.
Apesar da sua personalidade não convencer, Lionel Messi continua a ser a maior esperança argentina para igualar o feito que foi conseguido pela última vez por… Maradona: a conquista do título Mundial, no Brasil. Uma bipolaridade de emoções, de um povo que está simultaneamente desejoso de assobiar os desaires e aplaudir as conquistas de Messi. O argentino começa a responder dentro do campo a partir de dia 15.
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