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Sócrates e Zico destacaram-se na equipa canarinha...
A melhor equipa que terá disputado um Mundial sem conseguir vencê-lo nem ficar nos lugares de honra foi, indiscutivelmente, o Brasil de 1982, dirigido por Telé Santana. No primeiro campeonato disputado por mais de 16 seleções, ficou pela segunda fase, uma construção bizarra em grupos de três equipas a dar aceso às meias-finais: foi eliminado pela Itália, de Paolo Rossi, no mais acanhado estádio de Barcelona.
O Brasil de 82 tinha, como todas as equipas, um guarda-redes e um avançado-centro, mas teria passado melhor sem eles: o guarda-redes, Valdir Peres, era inseguro e o avançado, Serginho, não tinha categoria internacional. Foi por estes dois, em particular pelo dianteiro, que substituiu Careca, lesionado no último estágio, em Lisboa, que o Brasil perdeu o Mundial.
E como é que uma equipa podia ser tão boa com handicap tão alto? Simplesmente porque tinha dois laterais ofensivos do melhor que a história recorda, Leandro à direita e Júnior à esquerda, e um meio-campo incomparável, como nunca se tinha visto. Chamaram-lhe o “quadrado mágico”: Toninho Cerezo, Paulo Roberto Falcão, Zico e Sócrates. Formavam um quadrado, colocando-se 2+2, com Cerezo e Falcão mais defensivos, Sócrates na condução e Zico na definição, mas geometricamente podiam apresentar-se como losango, com Falcão e Sócrates a descaírem para o exterior, ou como um triângulo a partir do vértice defensivo (Cerezo) e uma linha de três nas costas do ponta-de-lança e de um extremo solto, que estava para ser Paulo César e acabou por ser Éder.
O quadra-do mágico do Brasil jogava e fazia jogar. Movia-se num ritmo de samba, cheio de ginga, toques de calcanhar, movimentos surpreendentes e finalizações espetaculares. Foi assim em toda a primeira fase, com mais dificuldades frente à URSS em Sevilha (2-1), seguida de goleadas (Escócia, Nova Zelândia e Argentina), num total de 13 golos marcados e 3 sofridos. Ninguém previa o desastre de Sarriá: dias depois de Zico ofuscar Maradona, o Brasil viveu uma das maiores desilusões da história, só comparável ao Maracanazo de 1950.
A FIGURA
Paolo Rossi, instinto assassino em estilo elegante
Saído de uma longa suspensão por envolvimento num caso de apostas clandestinas em Itália, o Totonero, Paolo Rossi foi a aposta de Enzo Bearzot para liderar o ataque de uma equipa que só chegava à frente pela certa. O jogo com o Brasil foi o seu expoente máximo: Rossi marcou os primeiros três golos no campeonato em jogadas rápidas, concluídas em desmarcação a tirar todo o partido do desnorte que se apoderou dos brasileiros. De cada vez que conseguiam empatar (1-1 e 2-2), os brasileiros, no campo e na bancada, tornavam-se exuberantes e arrogantes, refeitos do susto. A falta de desconfiança daquele avançado elegante, mas com instinto assassino, revelou-se fatal.
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