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Roberto Carlos ainda está desolado com a goleada sofrida pelo Brasil frente à Alemanha. Apesar de dizer que “há que levantar a cabeça e não pensar mais no assunto”, o antigo internacional brasileiro, hoje com 41 anos, não consegue esquecer.
“Vesti a camisola da seleção durante 17 anos e nunca passei por uma coisa assim. Quando estava a ver os golos entrarem, pensei “meu Deus” quanto mais vai durar o pesadelo”, conta o atual treinador do Sivasspor, da Turquia.
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“Quando jogava e perdia, sofria. Não imagino a dor quando te metem sete… É triste mas é futebol”, desabafou, sem no entanto ser demasiado crítico: “A tristeza, guardo para mim. Para vocês digo que o Brasil tentou fazer o melhor que podia”.
Para Roberto Carlos, que acompanhou o Mundial na qualidade de comentador da Globo, os jogadores “acusaram o peso do Mundial em casa”. E justificou: “Temos jogadores muito jovens e que acusaram o peso de jogar um Mundial no Brasil. Mas tentaram tudo. Em nenhum momento deixaram de lutar. Passaram por situações complicadas, difíceis de gerir e acusaram a pressão. Mas é o grupo que temos”.
Apesar de tudo, o Brasil “tem mais um jogo e vai em busca do terceiro lugar se bem que para nós ser 2.º ou 3.º é ser último. Não gostamos de perder”.
O que fazer então? “Podemos mudar algumas coisas mas a mentalidade ganhadora continua a mesma. Perder é normal no futebol. Perder para a Alemanha que estão há seis ou sete anos juntos não é um drama”, sentencia o antigo internacional.
Mas não há só demérito do Brasil. “Os adversários melhoraram muito”, afiança Roberto Carlos que diz não ter visto no Mundial “grandes espectáculos, mas assistimos a jogos divertidos. Seleções como a Costa Rica, o México, a Colômbia e os Estados Unidos evoluíram muito. Já não há equipa bobas por aí”.
Roberto Carlos enalteceu os colombianos: “O futebol sul-americano melhorou muito em termos de velocidade de jogo. A Colômbia tem algo de Brasil, do futebol bonito. Joga sem medo de errar e tem grandes talentos, como o James. E não veio o Falcão…”
E a Europa? “Aquela coisa dos europeus não se adaptarem ao clima, parece-me um pouco descabido. Então e nós quando vamos jogar para a Europa, não nos adaptamos rápido? A Alemanha e a Holanda provaram que o sucesso nada tem a ver com as condições do tempo”.
«Alemanha à frente dos outros»
Alemanha e Argentina vão estar na final do Maracanã. Roberto Carlos diz que são “seleções fortíssimas, com jogadores que decidem. Penso que será um jogo divertido. Havendo Klose, Muller, Messi e Higuain, vai haver golos. Espero que Di Maria se recomponha e possa jogar a final. Para mim estava a ser a grande referência da Argentina”.
Definindo as equipas, Roberto Carlos identifica “alegria e velocidade” nos argentinos, “mas vejo a Alemanha fortíssima". "Está à frente de todos os outros. Bem posicionada no campo, todos sabem o que devem fazer com bola e sem ela. Têm um grupo muito consistente."
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