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Central da Juventus diz que os italianos precisam de regressar às origens
A Itália defronta esta sexta-feira a Suécia, em Estocolmo, na 1.ª mão do playoff europeu de acesso ao Mundial'2018 e a equipa orientada por Gian Piero Ventura não pode falhar pois corre o risco de falhar a presença na Rússia, sabendo-se que a 'squadra azzurra' apenas não se qualificou para uma fase final dos Mundiais: foi em 1958, na... Suécia. E se o momento do futebol italiano não é o mais brilhante, Giorgio Chiellini não tem dúvidas sobre uma das razões para isso.
"O 'guardiolismo' arruinou uma geração de defesas italianos. Agora, todos sabem organizar o jogo, mas nos cruzamentos já não há defesas italianos que 'sintam' os adversários como antes. Assim está a perder-se a história. Nós nunca teremos o 'tiki taka da Espanha", referiu o experiente central da Juventus, de 33 anos, em declarações ao 'Corriere dello Sport'. "Quando era jovem, eu treinava para 'sentir' o atacante, marcando bem dentro da área. Agora isso já não existe. Os defesas deixam os avançados livres", acrescentou.
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Segundo Chiellini, esta mudança técnica e tática que foi fomentada com as ideias e o sucesso de Pep Guardiola, técnico catalão que está agora no Manchester City, fez o futebol italiano perder alguma da sua essência. "Para voltar ao topo do futebol italiano, a Itália precisa de goleadores como aqueles que tínhamos há 20 anos, mas o regresso de mais alguns defesas 'verdadeiros' também seriam bem-vindos", frisou.
O internacional italiano tem formado com Barzagli (36 anos) e Bonucci (30 anos) o centro da defesa dos azzurri nos últimos anos, mas lembrou que o mais importante é o coletivo. "No Europeu a BBC [o trio formado por Barzagli, Bonucci e Chiellini] esteva em destaque, mas era toda a equipa que ajudava, a começar pelos avançados que davam tudo. Nem o melhor defesa é suficiente se não existir equilíbrio na equipa", justificou.
Quanto ao duplo confronto com a Suécia, Chiellini admite que ninguém em Itália pensa que será possível ficar de fora do Mundial da Rússia. "Este país leva 60 anos seguidos a participar nos Mundiais e seria naturalmente uma vergonha se não nos qualificarmos. No entanto, com a Espanha no nosso grupo, sabíamos que teríamos de jogar o playoff", adiantou o central.
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