Argentina supera Bolívia com hat trick histórico de Leo Messi

• Foto: Reuters

Depois da suspensão do jogo contra Brasil e do escândalo da Arena Corinthians, que ainda não tem resolução oficial de parte da FIFA, e também de um ano e meio sem adeptos nos estádios argentinos, a seleção albiceleste voltou a jogar em casa com público e venceu a Bolívia por 3-0, em jogo da décima ronda das eliminatórias sul-americanas para o Qatar'2022.

Lionel Messi brilhou e fez um hat trick: primeiro com um golaço aos 13 minutos, depois aos 64' e, por fim, aos 89'. Com 79 golos pela seleção, La Pulga ultrapassou Pelé como maior marcador sul-americano a nível seleções, saltando para a sétima posição na tabela dos melhores marcadores das seleções, a 33 de Cristiano Ronaldo.

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Com este triunfo, a Argentina alcançou os 18 pontos e está cada vez mais perto do Mundial. A turma das pampas tem menos 3 pontos do que o Brasil, que a esta hora defronta o Peru, e mais 3 do que o Uruguai, uma equipa que tem nove partidas, contra as oito dos argentinos.

Público de regresso

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O Estádio Monumental foi o local de um teste piloto autorizado pelo governo nacional para permitir o regresso dos adeptos aos estádios, algo que sucedeu pela primeira vez em ano e meio. A lotação foi reduzida, apenas 30% da capacidade de um estádio para 70 mil pessoas, mas para os 17 mil adeptos presentes a espera valeu a pena. Isto num país que não tinha público nos estádios desde março de 2020, quando o Boca Juniors bateu o Gimnasia y Esgrima La Plata - na altura treinado por Diego Armando Maradona - por 1-0, com golo de Carlos Tévez e se sagrou campeão da Superliga com a Bombonera lotada.

A espera, como dissemos, valeu a pena para esses 17 mil adeptos que puderam comprar um bilhete e outros 4000 convidados, já que foram poucos os sortudos que participaram na festa para comemorar o título conseguido na última Copa América, com a vitória contra o Brasil no Maracanã, decidida pelo golo do ex-benfiquista Angel Di Maria.

Nesta parte do mundo já não é comum ver de perto jogos e jogadores do primeiro nível mundial. Por isso, nos últimos anos a presença de Lionel Messi e outros craques do futebol europeu para jogar na sua terra natal tomou um valor superlativo. Ainda mais agora que a equipa nacional conseguiu quebrar o malapata de 28 anos sem título algum. Esse sentimento de entusiasmo e gratidão pode ser visto nas milhares de pessoas que fizeram um grande esforço para conseguir os seus ingressos, apesar do inconveniente e do mau tempo.

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Além do entusiasmo do público, o operativo criado para o retorno aos estádios teve muitas criticas pela improvisação e a maneira em que foram tratados os adeptos, que, além de terem de esperar muitas horas para comprar ‘online’ os seus ingressos, tiveram que tolerar várias horas na chuva para recolher os seus bilhetes em papel no estádio do River Plate. A sorte de 17 mil adeptos teve a sua recompensa...

Os adeptos argentinos demonstraram gratidão desde o aquecimento dos jogadores. Messi, Di Maria e o treinador Lionel Scaloni receberam ovações desde os quatro lados do estádio. Não era para menos. Depois de quase três décadas e muitas finais perdidas, Argentina tem um título oficial para comemorar e desfrutar do melhor momento da relação entre a equipa e os adeptos desde que Messi joga na Seleção.

Já no plano futebolístico, a Argentina experimentou várias mudanças na equipa por conta das várias ausências - Emiliano Martínez, Cristian Romero, Gio Lo Celso e Emiliano Buendía, os homens da Premier League que voltaram a Inglaterra depois da polémica ocorrida no Brasil. Também ficou fora dos convocados Franco Armani por um problema no joelho. Nesse contexto fez a sua estreia Juan Musso, o guarda-redes da Atalanta, e também estiveram no onze Germán Pezzella e Alejandro Gómez. Nicolas Otamendi, do Benfica, também foi titular e saiu apenas nos instantes finais.

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A próxima janela de outubro terá também três partidas a disputar, com uma ronda inicial a contar com os duelos Paraguai-Argentina, Venezuela-Brasil, Peru-Chile, Uruguai-Colômbia e Equador-Bolívia.

Por Alejandro Panfil. Buenos Aires. Argentina
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