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Treinador sueco morreu aos 76 anos e funeral realizou-se esta sexta-feira
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Antes de morrer, Sven-Göran Eriksson escreveu uma longa carta publicada na íntegra apenas ontem no jornal britânico 'The Telegraph', na véspera do funeral do antigo treinador que se realizou esta sexta-feira em Torsby, na Suécia. Na longa e emotiva mensagem, o sueco pediu várias vezes para que as pessoas celebrem a vida, recordou o percurso enquanto treinador e ainda contou algumas histórias.
"A vida é para ser celebrada. Sempre tive essa atitude", começou por escrever. "Desde que recebi a notícia de que tinha um cancro terminal, tem sido difícil. Houve dias em que me senti muito mal e outros em que me senti bem. No entanto, tentei sempre viver cada dia com um sorriso na cara. É preciso manter-se positivo", continuou, antes de realçar que foi muito feliz enquanto treinador.
"É claro que escrever um texto sobre a morte nos faz refletir. Tudo passou demasiado rápido. Para onde foi a vida? Mas há um pensamento que me vem sempre à cabeça. Uma das melhores profissões que se pode ter no mundo é a de treinador de futebol. Posso dizer-vos isto: 'Nunca me levantei de manhã e senti: 'Oh não, tenho de ir trabalhar outra vez". É claro que não se ganha todos os jogos e que, por vezes, a equipa joga mal. Claro que podemos ser muito criticados, mas isso não tem importância nenhuma. É ótimo estar nos treinos, a falar com os jogadores e tentar que evoluam. Quando 60 mil pessoas nos apoiam, isso dá-nos um enorme impulso".
Depois de assumir que não foi um "bom jogador", Sven-Göran Eriksson recordou então a carreira de treinador, sem esquecer o Benfica, onde esteve entre 1982 e 1984 e 1989 e 1991: "Gostei mais de treinar do que jogar. Tive a sorte de orientar várias equipas de um nível muito elevado. No IFK Gotemburgo, ganhei a Taça UEFA. Em Itália, com a Lazio, ganhei a Serie A e a Taça das Taças. Com o Benfica, em Portugal, ganhámos três vezes o campeonato e só perdemos 1-0 na final da Taça dos Campeões Europeus com o grande Milan. Houve outros grandes clubes e outras finais. Não foi um percurso mau".
Sven-Göran Eriksson lembrou também o percurso na seleção inglesa, revelando que foi "talvez o ponto mais alto da carreira" e que "se tivesse ganhado um Mundial" ter-se-ia reformado "para sempre". Contou depois uma história curiosa, com jogadores portugueses à mistura: "Também tive de aprender uma forma completamente diferente de orientar os jogadores em Inglaterra. Fiquei muito surpreendido quando estávamos no Japão para o Mundial'2002 e o Beckham veio ter comigo e perguntou se os jogadores podiam ir às compras. Nunca tinha ouvido os jogadores italianos perguntarem isso. Tornou-se um grande problema porque não se deixa os jogadores saírem sozinhos, especialmente com o Beckham. Os jogadores italianos e portugueses podem ficar horas a fio a conversar e a beber café. Os jogadores ingleses tinham de matar o seu tempo livre".
No final da mensagem, Sven-Göran Eriksson voltou a deixar o apelo para que as pessoas celebrem a vida: "A reação dos adeptos foi maravilhosa. Deu-me energia e positivismo. Chorei muito nos últimos meses. A maior parte, foram lágrimas de felicidade. Gostaria que as pessoas me recordassem como um bom treinador. A minha mensagem para todos seria: não desistam. Nunca desistam. E, por favor, não se esqueçam disto: a vida é sempre, sempre, para ser celebrada".
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