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Receio de tumultos leva a que os jogos sejam disputados à porta fechada...
O treinador brasileiro Baltemar Brito, de 61 anos, com um longo percurso no futebol português, primeiro como jogador (evidenciou-se no Rio Ave e no Varzim) e depois em funções de âmbito técnico (longos anos como adjunto de Mourinho), prepara-se para viver um momento histórico este domingo: o regresso do campeonato líbio, após dois anos e meio sem futebol no país, devido à agitação gerada após a saída de Khadaffi do poder.
“Estava em Tripoli, ao serviço do Al Ittihad, quando teve início a revolução. Agora regressei, na esperança de ver o futebol retomar a sua atividade normal”, contou-nos Baltemar, recordando 2011: “Vivi momentos difíceis, assim como a minha família. Havia um clima de grande tensão e as informações eram escassas, não sabíamos exatamente o que estava a acontecer. Deixámos de ter comunicações telefónicas e internet e a apreensão era grande. Mesmo no aeroporto, quando saímos da Líbia, não nos sentíamos tranquilos”.
Baltemar Brito passou pelos Emirados Árabes Unidos (Al Dhafra) e pelo Brasil (Grémio Osasco), acabando por regressar ao Al Ittihad, há três meses: “O quadro político é um pouco mais calmo mas continua a haver muita gente com armas nas mãos. Durante o dia, Tripoli costuma ser uma cidade calma, sem muitos problemas. Todavia, à noite escutam-se disparos frequentemente”.
O treinador atribui essas escaramuças “à circunstância de o povo líbio ter vivido oprimido durante décadas e nem todos estarem preparados para viver em liberdade. Acabam por gerar-se situações de descontrolo, devido a isso”. O Al Ittihad preparou o regresso das competições internas no Algarve – “os jogadores já aqui haviam estado no início do ano [com Lito Vidigal] e adoraram”, justificou – e Baltemar Brito está pronto para... dar o corpo às balas, pois todos lhe exigem o título.
“Tudo o que não seja o primeiro lugar constituirá um rotundo insucesso, pois o Al Ittihad é o principal clube da Líbia e luta sempre pela conquista de troféus”, assinalou o técnico, que se confrontou, desde o regresso, com “os problemas resultantes de um longo período sem competição e também com as dificuldades causadas pelo Ramadão”.
Os clubes participantes foram divididos em dois grupos e jogarão à porta fechada, face ao risco de se registarem tumultos nos estádios.
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