Brasil investe 8,64 milhões em obras para 2014

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, deverá anunciar na quarta-feira um plano de investimentos de 21,8 mil milhões de reais (8,64 mil milhões de euros) em obras para o Mundial'2014.

Trata-se da segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com obras de infra-estruturas, nomeadamente no sector dos transportes, nas 12 cidades brasileiras escolhidas para o Mundial'2014.

A primeira edição do PAC foi lançada em janeiro de 2007, no primeiro ano do segundo mandato de Lula da Silva, com um total de investimentos de 500 mil milhões de reais (198,2 mil milhões de euros ao câmbio actual).

Os recursos estão a ser investidos, nomeadamente nos sectores dos transportes, energia, petróleo e gás, saneamento e auto-estradas.

No fim de 2008, o PAC recebeu recursos adicionais de cerca de 142 mil milhões de reais (56,3 mil milhões de euros ao câmbio actual), como forma de estimular a economia e superar os efeitos negativos da crise global.

Os recursos do PAC 2 serão investidos ao longo dos próximos anos, apesar de o segundo mandato de Lula da Silva terminar em 2010.

"O Governo (de Lula da Silva) acaba, mas o Brasil não", disse recentemente o ministro do Planeamento, Paulo Bernardo, ao justificar o lançamento da segunda edição do PAC.

"O Brasil vai continuar precisando de caminhos-de-ferro, aeroportos e portos", disse Bernardo, independentemente de quem ganhar as presidenciais de 2010.

"Alguns [projetos] podem ter algum grau de polémica, mas há consenso sobre a imensa maioria. Vamos apenas iniciar o processo de planeamento", salientou o ministro.

Os recursos para a nova edição do PAC devem sair do Orçamento da União e do financiamento de bancos públicos, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) e Caixa Económica Federal (CEF).

Com o anúncio do plano milionário, Lula da Silva deverá assinar igualmente uma assumir espécie de termo de compromisso com governadores e prefeitos das cidades que receberão os jogos do Mundial.

O documento deverá deixar claras as atribuições de cada uma das três entidades - Governo federal, estados e municípios.

Uma das principais preocupações das autoridades brasileiras é o plano de expansão dos aeroportos, que operam actualmente no limite da capacidade.

Um dos temores é a repetição, durante o Mundial'2014, do "apagão aéreo" de 2007, quando uma série de problemas operacionais interrompeu o funcionamento dos aeroportos do país.

O ministro dos Desportos, Orlando Silva, admitiu recentemente que a Infraero, empresa estatal responsável pela administração dos aeroportos, "terá que cumprir religiosamente o cronograma das obras sob pena de gerar um colapso".

"Brasil não é a Alemanha, onde as pessoas conseguem se locomover de carro de um estado para o outro", afirmou, referindo-se às longas distâncias entre as 12 cidades brasileiras que terão jogos do Mundial 2014.

O Mundial'2014 terá jogos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Salvador, Recife, Natal, Cuiabá e Manaus.

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