Casillas recorda relação com Mourinho: «Há coisas que as pessoas não veem»

Espanhol abordou ainda a sua despedida do Real Madrid

• Foto: Reuters
A relação de Iker Casillas e José Mourinho voltou a ser tema de conversa. Na conferência da Fundação Telmex Telcel, no México, através de videoconferência, o ex-guarda-redes espanhol comentou as diferenças entre ter sido suplente com Vicente Del Bosque e com o treinador português.

"As duas situações foram diferentes. Uma estava justificada a nível desportivo [a de Del Bosque] e a outra era mais pessoal. Fomos duas pessoas que se deram bem durante um ano e meio e depois tivemos discrepâncias, mas eram normais entre um capitão de equipa e um treinador. Chocamos mais porque temos de falar com o treinador todos os dias, a relação vai-se desgastando", explicou Casillas.

"Mourinho pensava que eu não estava ao nível de outro companheiro e como a nossa relação não estava boa, era mais fácil escolher entre um e outro. Há coisas que as pessoas não veem, mas tenho uma boa relação com ele. Encontrámo-nos várias vezes depois e trocámos palavras agradáveis. Não há que haver rancor. Cada um queria o melhor para a equipa. Decidi não me relacionar tanto com ele, porque não gostava das coisas que via e ele optou por outro companheiro", referiu.

Outro dos temas focados pelo antigo guarda-redes espanhol foi a sua despedida do Real Madrid, clube em que se formou e alcançou os maiores sucessos da sua longa carreira, e que deixou em 2015. Na altura, sozinho deu uma conferência de imprensa.

"Equivocámo-nos, mas aprendemos. Não gosto dessas imagens e creio que não foi bom para ninguém. Mas tenho a certeza de que um dia vamos corrigir esse pequeno deslize e faremos coisas boas para que toda a gente se sinta bem", admitiu.

Devido a um problema cardíaco o espanhol foi obrigado a colocar um ponto final na carreira, situação que também comentou: "A vida muda bastante e temos de nos reinventar tanto a nível pessoal como profissional. Tive sorte, comecei a perceber há dois/três anos que a carreira de futebolista estava a terminar e quando tive o enfarte, há um ano e meio, já tinha o caminho pensado. Era uma questão de pôr tudo a funcionar mais cedo. Pelas circunstâncias, teve de ser antecipado, mas não há problema."
Por Record
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