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Continuar ou não na seleção de Moçambique é algo que não o preocupa
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O selecionador moçambicano, Chiquinho Conde, disse ver com naturalidade o fim do seu contrato e a saída da sua "cadeira de sonho", em janeiro, sublinhando que a missão com os mambas foi, até agora, "patriótica".
"Esta é a minha cadeira de sonho, como sempre disse, aqui estou há quatro anos, quando todos pensariam que, se calhar, fosse só dois anos, porque nos primeiros dois anos eu tinha a obrigatoriedade de qualificar Moçambique para a CAN e para o CHAN [competições africanas]", afirmou Chiquinho Conde, em entrevista à agência Lusa, a cerca de três meses de terminar o vínculo com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), renovado em 28 de agosto de 2024 até ao fim de janeiro próximo.
O antigo internacional moçambicano, único jogador a ter representado o país em três edições da Taça das Nações Africanas (CAN), que completa este mês 60 anos, ainda é recordado pela passagem nas equipas principais do Belenenses, Sp. Braga, Sporting e V. Setúbal.
Continuar ou não na seleção após a CAN'2025, que vai ser disputada em Marrocos, entre 21 de dezembro e 18 de janeiro de 2026, é algo que não o preocupa.
"Eu nem sequer ponho isto em mente e na cabeça, as coisas da minha vida acontecem com muita naturalidade. Eu estou aqui na seleção, sou mais um que quer agregar valor e essa, para mim, é uma missão", afirmou.
Questionado sobre as dúvidas em torno do futuro em Moçambique, Chiquinho Conde reiterou que o mais importante é manter o foco no presente e continuar a servir o país.
"Se fechar uma porta, abrirá sempre uma janela. Se fechar uma janela, abrirá uma porta, eu sou, por natureza, otimista. Por isso, o futuro depende muito do meu presente", referiu.
Depois de apresentado em outubro de 2021 como selecionador, e apesar das dúvidas que se arrastaram em 2024 sobre a renovação do contrato - que levaram até o então Presidente da República, Filipe Nyusi, a comentar o caso publicamente -, Chiquinho Conde acabou por ser o primeiro a conduzir os mambas a competições continentais de seniores consecutivas, como o CHAN, para jogadores a atuarem nos campeonatos africanos, e para a CAN, em 2024 - 10 anos depois da última presença - e em 2025.
Chiquinho Conde reconhece que o cargo de selecionador é marcado pela instabilidade e comparou-o à incerteza do futebol ironizando.
"O treinador de futebol está sempre com as malas feitas. Eu tenho as minhas malas sempre feitas, porque, se a bola bate no poste e não entra, coloca-se o risco de a viagem estar marcada de imediato", referiu.
Ainda assim, garante que há feitos que resultam do trabalho como selecionador que já não podem ser apagados em Moçambique.
"Fui o primeiro moçambicano, como selecionador, a qualificar Moçambique para duas CAN consecutivas. Fui o primeiro selecionador a levar a seleção moçambicana para os quartos de final [do CHAN]", recordou, acrescentando que, além da carreira de treinador, também marcou o país como jogador.
"Fui o primeiro a participar em três CAN como jogador, 1986, 1996, 1998. Fui o primeiro e o único jogador moçambicano a ser convocado para a seleção da África, no jogo entre África e Europa", lembrou.
Entretanto, Chiquinho Conde foi distinguido em 28 de outubro com o título de Doutor Honoris Causa em Ciências do Desporto pela Universidade moçambicana Púnguè (UniPúnguè), sediada na província de Manica, no centro do país.
O selecionador agradeceu ainda o apoio dos adeptos, apesar das críticas que também recebeu.
"Se ser arrogante é qualificar Moçambique para o CHAN, nove anos depois, então eu sou arrogante", afirmou, concluindo: "Os maiores valores em termos desportivos, para mim, chamam-se 'mambas'".
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