CPI entrega proposta à FIFA

Rio de Janeiro – A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) vai solicitar aos clubes, federações estaduais e Confederação Brasileira de Futebol para deixarem de trabalhar com os ”empresários” de futebolistas que sejam envolvidos no uso ou falsificação de passaportes.

A CPI entregou também uma proposta na FIFA para ser realizado um registo oficial dos futebolistas que, embora nascidos fora da Europa, têm nacionalidade de um país da União Europeia.

Assim, ”evitar-se-ia que os clubes europeus contratassem jogadores brasileiros e depois afirmassem que foram ludibriados, caso um jogador venha a ser apanhado com um passaporte falso”, o que tem acontecido em vários casos.

Rebello regressa ao Brasil

Entretanto, o presidente da CPI, Aldo Rebello, regressou ao Brasil, após a sua deslocação à Europa, na qual contactou a FIFA e as embaixadas brasileiras na Holanda e na Bélgica.

No caso de Bruxelas, Rebello afirmou que o funcionário Otávio Monteiro negou qualquer envolvimento na entrada de jogadores menores na Bélgica. E quanto aos 16 mil contos depositados na sua conta, através de dois movimentos, Monteiro explicou que foi apenas para ajudar os jogadores Jeferson (PSG) e Pablo (Lens), que se transferiram para a Europa há pouco tempo e ainda não tinha conta aberta no banco.

Ainda segundo Monteiro, os dois futebolistas colocaram este dinheiro na sua conta para depois este pagar uma comissão devida pelos dois ao empresário Wagner, que os colocou na Europa. Aldo Rebello confirmou ainda que Monteiro está sob investigação do governo federal brasileiro e deverá, em breve, mudar de embaixada.

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