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Dirigente sublinha facto de 93 por cento dos campeões do Mundo jogarem em Espanha...
O presidente da Liga de Futebol espanhola, que esteve em Lisboa para um fórum, comenta a ausência de prémios para Mourinho e CR7, mas elogia o jogador do Real Madrid... sem esquecer o craque argentino do rival Barcelona.
RECORD – Em Portugal causou surpresa o facto de José Mourinho e Cristiano Ronaldo não fazerem parte da lista dos melhores da Liga espanhola.
JOSÉ LUIS ASTIAZARÁN – O prémio é votado pelos próprios jogadores e treinadores. Mourinho é um técnico cujo currículo fala por ele, tem títulos difíceis de igualar. Não ter recebido o prémio não desvaloriza a sua carreira desportiva.
R – Já tinha acontecido um treinador ser campeão e não ganhar este prémio?
JLA – Somos muito independentes no aspeto dos prémios, esse é votado pelos jogadores, não podemos nem queremos intervir.
R – Se José Mourinho sair, a liga espanhola fica a perder?
JLA – É treinador de uma equipa da liga, não sou ninguém para opinar se vai ou não sair. Mourinho tem um trabalho importante no Real Madrid e está concentrado nele, pelo menos é o que entendo quando oiço as suas declarações.
R – Com a diferença de 11 pontos entre Barcelona e Real Madrid a liga espanhola fica a perder?
JLA – A Liga BBVA tem 20 equipas e o campeonato é muito longo. Todas as equipas estão muito igualadas, não há nenhum resultado que consiga prever-se pela diferença pontual.
R – José Mourinho disse que o calendário é prejudicial ao Real Madrid. Como reage a esta afirmação?
JLA – Cada um pode dizer o que entender. O calendário é amplo, umas vezes é mais favorável a uma equipa e outras... a outra. São circunstâncias do próprio sorteio.
R – Considera a Liga espanhola a melhor do Mundo?
JLA –Claro que sim, somos campeões do Mundo. A liga espanhola forma mais de 93 por cento dos jogadores que venceram o troféu, isso quer dizer que a configuração da prova pressupõe que é a melhor. Há outras ligas com bom nível, mas no final os resultados é que mandam e nós somos os campeões.
R – Cristiano Ronaldo e Messi jogam em Espanha. Qual deles é o melhor?
JLA – A melhor liga do Mundo é a espanhola por ter lá Ronaldo e Messi.
R – Quais são os principais problemas que atravessa a Liga espanhola neste momento?
JLA – Temos os mesmos problemas que a sociedade em geral. Há uma situação económica muito complicada a nível europeu e temos de adaptar-nos a essa realidade. Estamos a trabalhar para termos um controlo económico que se adapte ao contexto.
R – Em Portugal tem-se falado muito na centralização dos direitos televisivos. Como é que essa questão está a ser abordada no vosso país?
JLA – Em Espanha não há nenhuma norma, há um acordo entre algumas equipas para centralizar os os seus direitos, e por sua vez há um acordo entre esses emblemas e outros para que em 2015/16 possa começar a dividir-se de outra maneira essas verbas. A médio prazo talvez, através de uma nova lei do desporto profissional, possa encontrar-se um modelo que poderá passar pela centralização ou outro. Terá de ser elaborada uma lei sobre direitos audiovisuais.
R – Mas na sua opinião deveria ser a Liga a centralizar esses direitos?
JLA – Claro que sim. Como Liga teríamos uma capacidade de gerir de forma diferente. É um tema que pertence aos clubes e são eles que já desenvolvem esses acordos.
R – Outra questão atual no futebol europeu é o fair play financeiro. Como estão a aplicá-lo?
JLA – Aprovámos há um ano um sistema de controlo económico, que é muito semelhante ao “financial fair play” da UEFA. Neste momento estamos a adaptar-nos e a organizar todo o procedimento económico para que estejamos de acordo com os parâmetros desse modelo.
R – É urgente haver um modelo económico para os clubes?
JLA – Ele vai regular bem a relação entre ganhos e gastos, para que quem não tem garantias de entrada de dinheiro não gaste acima das suas possibilidades.
R – Como é que foi recebida pelos clubes espanhóis a possibilidade de a FIFA proibir os fundos de investimento?
JLA – Ainda não temos nenhuma informação de que a FIFA vá intervir nos fundos. Sabemos que está a estudar essa questão, temos uma reunião na UEFAnas próximas semanas. Temos de analisar com muita objetividade, há que ver qual a situação dos países que são abrangidos e perceber se a FIFA vai intervir o que vai acontecer com países da América Central e do Sul, que trabalham com este tipo de fundos.
R – Essa situação poderá tirar competitividade ao futebol espanhol?
JLA – Essa questão não tem influência. Há algumas equipas que trabalham com os fundos, mas no geral os jogadores pertencem aos clubes.
«Saída do Barcelona não se colocou»
R – Que lhe parece a hipótese de uma liga ibérica, como sugeriu Joan Laporta?
JLA – Há alguns anos pensámos em organizar um torneio como primeiro passo para algo em comum, pois temos uma boa relação. Mas seria uma prova de verão ou uma taça.
R – Com as eleições na Catalunha, como ficaria a liga espanhola com a eventual saída do Barcelona?
JLA – Temos de procurar soluções para problemas que nos surgem diariamente e neste momento essa questão do Barcelona ainda não se colocou.
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