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"A FIFA tem sido a minha vida". Mas vai deixar de ser. Chegou ao fim a era de Joseph Blatter à frente da entidade que gere o futebol mundial. O suíço de 79 anos anunciou esta terçaa-feira a demissão da presidência de um órgão que liderava desde 1998, apenas quatro dias depois de ser eleito pela quinta vez consecutiva, num congresso marcado por polémica e por um escândalo de corrupção investigado pelo FBI.
Dois dias antes de Blatter ser reeleito, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de associação criminosa e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).
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Blatter manteve-se firme da ideia da recandidatura e venceu as eleições, mas as notícias desta terça-feira, que revelam uma ligação direta de Jérôme Valcke - o seu braço direito - a desvios de dinheiro, terá precipitado o adeus do suíço à FIFA.
Do Neuchatel até à FIFA
Licenciado em Economia e Administração pela Universidade de Lausanne e jogador de futebol amador na Suíça entre 1948 e 1971, Blatter conseguiu juntar pela primeira vez as suas duas maiores paixões quando em 1970 chegou à direção do Neuchatel Xamax, depois de na década de 60 ter estado ligado à Federação helvética de Hóquei no Gelo.
Do histórico emblema da Liga Suíça até à FIFA, o caminho ainda foi longo, tendo-se envolvido pelo meio na organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de Innsbruk em 1976, na Áustria. Foi aí, nesse evento, que Blatter tomou o primeiro contacto com eventos desportivos de dimensão internacional.
Em 1981, integrou a direção da FIFA pela primeira vez, durante o mandato do brasileiro João Havelange, que acabaria por substituir como presidente em 1998. E foi logo nessa altura que enfrentou a primeira de muitas acusações de corrupção, quando Michel Zen-Ruffinen - na antecâmara das eleições de 2002, acusou o presidente de ter ganho as suas primeiras eleições ajudado pela compra de votos e corrupção.
As suspeitas de corrupção em torno de Blatter e da FIFA cresciam sempre à medida em que se aproximavam os momentos de decisão em relação às grandes competições. Os Mundiais de 2018 - candidatura ganha pela Rússia - e de 2022 - pelo Qatar - para o qual Portugal e Espanha também eram hipótese fez crescer o ambiente negativo em torno do presidente.
O suíço foi resistindo enquanto conseguiu, agarrando-se à dita credibilidade da "democracia representativa" da FIFA que foi sempre apregoando, mas a possibilidade de pessoas muito próximas de si estarem envolvidas em desvios de dinheiro acabou por fazê-lo - finalmente - deitar a toalha ao chão. "Decidi colocar o meu mandato à disposição num congresso extraordinário eleitoral. Vou continuar a exercer as minhas funções como presidente da FIFA até essa eleição".
Ronaldo e acusações sexistas à mistura
Como se os escândalos económicos e políticos ligados a casos de corrupção não fossem suficientes, Blatter foi ainda enfrentando críticas de outra ordem. O presidente da FIFA tornou-se com o passar dos anos num dos queridos inimigos dos fãs de... Cristiano Ronaldo, na sequência de várias declarações polémicas.
Ficou célebre a comparação feita por Blatter, através de uma imitação, de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, comparando o português a um comandante. O capitão da seleção nacional não gostou e a grande maoria dos adeptos de futebol portugueses (e do Real Madrid) também não.
Blatter também conseguiu colocar contra si... as mulheres. Em 2004, o presidente da entidade que gere o futebol mundial foi rotulado de sexista por sugerir que as jogadoras de futebol feminino deveria usar calções... mais apertados.
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