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Antigo jogador lembrou o seu talento e lamenta que as suas decisões de vida tenham deitado tudo a perder
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Fábio Paim é um dos mais fortes casos de antigos jogadores aos quais foi apontado um grande futuro mas que, pelo percurso de vida e pelas escolhas tomadas, acabaram por nunca chegar ao nível que se lhes apontava. Agora com 35 anos, já retirado do futebol desde 2018, quando esteve vinculado ao Leixões, o antigo extremo formado no Sporting recorda com mágoa o facto de não ter aproveitado o talento que tinha e assume que, olhando ao futebol desde então, não viu um jogador tão bom... como ele próprio.
"Eu era realmente especial. Tenho de ser humilde, mas esta é a verdade. Infelizmente, na minha altura não havia Instagram ou Facebook, nada era filmado como agora. Mas acredito mesmo, de forma honesta, que até hoje não houve ninguém como eu, com a mesma qualidade que tinha. O Cristiano, com todo o seu esforço e trabalho, chegou ao nível que merece. Mas quando jogava, se tivesse a mesma dedicação e compromisso, teria sido melhor do que ele. Se falarmos de técnica, eu era melhor. Era um pequeno Ronaldinho. Mas, como vês, não é a técnica que nos leva onde quer que seja. Mas sim, naquela altura era melhor do que o Cristiano Ronaldo. Acho que me devia dar uma das suas Bolas de Ouro!", atirou o antigo jogador, em entrevista ao 'SunSport'.
"Infelizmente para mim, nasci com talento. Ganhava imenso dinheiro e criei a ilusão de que não precisava de me esforçar. É impossível uma pessoa como eu ser milionária. Lamento algumas das minhas escolhas. Agora estou numa idade diferente, por isso posso ver as coisas de forma diferente. O talento estava cá, mas a minha mente não. A minha cabeça estava em mulheres e em festas, tudo menos no futebol. Joguei alguns jogos, mas o meu corpo não estava na melhor forma e não respondia àquilo que queriam de mim, porque se eu pudesse estaria no Barcelona ou Real Madrid", assumiu.
A vida de Paim conheceu vários capítulos e um dos mais baixos surgiu em 2019, quando foi detido pela posse de cocaína. "A prisão foi muito dura, tanto para mim como para a minha família. Mas foi boa. Aprendi que o que consegues de forma fácil não é bom para ti. E não podia continuar a ter aquele estilo de vida, tinha de trabalhar e ter dignidade. A minha vida agora é mais calma. Estou certo de que cometerei erros, porque sou humano. A prisão não é um lugar para um miúdo como eu. Não quero que sintam pena de mim. Foi a minha escolha, o meu erro. Mas precisei do conforto e apoio que apenas a famílai consegue dar. A família é o mais importante de tudo. Quando tinha fama, dinheiro e festas, pensava que isso era felicidade, mas agora estou mais feliz com menos. Tive de ser honesto com o meu filho e pedi-lhe para estar, para me visitar. A minha mãe foi sempre um grande apoio. O que mais me magoa é o quão os magoei com os meus erros, porque eles não merecia. Fiz-lhes demasiado", concluiu.
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