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Violações vão desde slogans que exaltam a pureza racial nas bancadas do Beitar Jerusalém a insultos dirigidos a árabes
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A Federação Israelita de Futebol (IFA) foi condenada a uma multa de 150 mil francos suíços (165 mil euros) por "violações graves e repetidas" das suas obrigações antidiscriminatórias, incluindo atos de racismo contra jogadores árabes, anunciou a FIFA.
Segundo a entidade liderada por Gianni Infantino, a federação israelita "falhou em tomar medidas concretas e transparentes contra comportamentos discriminatórios", incluindo o racismo demonstrado pelos adeptos do Beitar Jerusalém contra futebolistas árabes, e "tolerou mensagens politizadas e militaristas em contextos futebolísticos".
A decisão do Comité de Disciplina da FIFA detalha, em 40 páginas, uma série de comportamentos racistas no futebol israelita, que vão desde slogans que exaltam a pureza racial nas bancadas do Beitar Jerusalém a insultos dirigidos a jogadores árabes, incluindo "mensagens políticas e militaristas" de dirigentes das ligas profissionais de Israel e do Maccabi Netanya nas suas redes sociais.
A FIFA não acatou o pedido de sanção solicitado há dois anos pela Federação de Futebol da Palestina, que exigia a suspensão da sua congénere israelita, alegando uma série de violações dos estatutos da FIFA, incluindo discriminação.
Agora, ao condenar a IFA, a FIFA considerou as multas impostas ao Beitar modestas e demasiado vagas, uma vez que não as ligavam explicitamente a incidentes racistas.
A FIFA observou ainda que a federação israelita "não fez declarações públicas condenando o racismo, não lançou campanhas anti-discriminação e não tomou medidas para promover a inclusão de jogadores árabes ou palestinianos".
Assim, a federação israelita terá de pagar dois terços da multa "no prazo de 30 dias" e investir o restante "na implementação de um plano abrangente para garantir ações contra a discriminação".
A federação israelita terá ainda de exibir, nos seus próximos três jogos internacionais em casa, "uma faixa grande e bem visível com as palavras 'O Futebol Une o Mundo - Não à Discriminação'", estipulou a FIFA.
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