Final da 'Champions' africana é momento "mais alto" do técnico Alexandre Santos

FAR Rabat vai disputar trofu frente ao Mamelodi Sundowns, de Miguel Cardoso

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Alexandre Santos
Alexandre Santos • Foto: DR

O treinador Alexandre Santos assumiu hoje que o apuramento dos marroquinos do FAR Rabat para a final da Liga dos Campeões africanos de futebol é o ponto mais alto da sua carreira.

O FAR Rabat afastou nas meias-finais os também marroquinos do Berkane, perdendo hoje fora por 1-0, depois de ter ganho em casa por 2-0. Na final vai enfrentar os sul-africanos Mamelodi Sundowns, orientados pelo seu compatriota Miguel Cardoso.

"Atingir a final da Liga dos Campeões de África é atingir o topo do topo. Já ganhei títulos em Angola, mas não são coisas comparáveis. Efetivamente, é um momento histórico para mim e para a minha equipa técnica. Mas ainda não ganhamos...", disse, em declarações à Lusa.

Em Angola, Alexandre Santos tinha sido tricampeão ao serviço do Petro de Luanda em 2022, 2023 e 2024, anos nos quais também conquistou a Taça, juntando-lhe ainda a Supertaça de 2023.

"Isto é um momento histórico para o clube, que há 40 anos (1985) ganhou a primeira edição da Liga dos Campeões e a partir daí nunca mais esteve nestes momentos, nestas finais. É único", congratulou-se o técnico, que na época passada tinha levado o emblema marroquino até aos quartos de final.

Alexandre Santos destacou o "muito trabalho" de todo o grupo que considera "merecedor" de voltar aos grandes palcos internacionais, agora numa final na qual vai encontrar o Mamelodi Sundowns.

"Vai haver um treinador campeão de África, depois do consagrado Manuel José, pelo que o futebol português está de parabéns, tal como o Miguel Cardoso", elogiou, referindo-se ao compatriota que vai para a terceira final seguida.

Miguel Cardoso esteve presente nas finais de 2023/24, ao serviço dos tunisinos do Espérance de Tunis, e de 2024/25, pela formação da África do Sul, tendo perdido ambas.

O técnico congratula-se pelo "sucesso" que os treinadores portugueses têm conseguido nos vários pontos do planeta, pelo que destacou a "conceituada escola" lusa.

Alexandre Santos elegeu o "trabalho coletivo e crença dos jogadores no processo" como os principais fatores do sucesso da sua equipa, que, admite, não tem a mesma experiência do rival Mamelodi Sundowns, que venceu a competição em 2016.

"Não temos o seu histórico de estar nas fases decisivas, mas vamos bater-nos com tudo e acreditar nas nossas hipóteses. Vamos fazer tudo para no final conseguirmos erguer o troféu", concluiu.

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