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Aos 21 anos, Rulli é o guarda-redes com mais minutos somados sem sofrer golos na história do Estudiantes...
O primeiro contacto com o ídolo Juan Sebastián Verón foi no Estudiantes-Belgrano, jogo do Torneio de Abertura do campeonato argentino de 2006, ano em que o talentoso médio, já veterano, regressou ao clube de infância.
Gerónimo Rulli tinha pedido para ser apanha-bolas e, nesse encontro, viu La Brujita marcar, embalando os vermelho e brancos para o título que alcançariam diante do Boca Juniors, a 13 de dezembro de 2006.
O testemunho aos 14 anos serviu para consolidar o amor ao clube dos progenitores, sobretudo do pai, Omar, que, no dia da estreia do filho como titular, seis anos depois desse Estudiantes-Belgrano, confessou que o estado de nervosismo era tal que não sabe o que faria se ouvisse alguém dizer mal.
Mas, a 9 de abril de 2013, na receção ao Arsenal de Sarandí, não houve motivos para reparos.
De resto, a crítica passou da desconfiança natural à rendição absoluta ao talento de um miúdo calmo, humilde e trabalhador, que assumiu a titularidade sem se deixar afetar pelos efeitos da pressão de tamanha responsabilidade.
Rulli é agora o guarda-redes com mais minutos somados (734) sem sofrer golos na história do Estudiantes - superou a marca de Marcelo Yorno, que em 1991 esteve invicto 540 - e os elogios sucedem dos variados quadrantes, havendo quem lhe aponte já o lugar de titular da seleção.
Os primeiros são os pais que, apesar dos pedidos do filho para que evitem a comunicação social, não conseguem esconder o orgulho e a recompensa que é agora o facto deste ter teimado em calçar as luvas para imitar o paraguaio José Luis Chilavert.
Omar recorda sobretudo o primeiro dia de Gerónimo na baliza por causa do olhar de raiva que o filho lhe dirigiu quando o ouviu gritar desde a bancada: "Nunca mais lhe disse nada."
Num instante chegou 15 de agosto de 2010, dia em que o treinador do Estudiantes, Alejandro Sabella, atual selecionador da Argentina, promoveu Rulli ao plantel principal. Tinha 18 anos.
Depois de esperar por uma oportunidade durante dois anos, ela surgiu e Gero, como é carinhosamente chamado pelos familiares, agarrou-a com faz aos remates.
"Ele merece porque trabalhou muito para isto. Frente ao Boca Juniors, não consegui conter as lágrimas quando ele defendia", confessou o pai, após o jogo de 28 de abril.
A família não perde um jogo de Rulli. A mãe, Adriana, professora, e o pai, que continua ligado ao futebol, depois de ter também representado o Estudiantes, não escondem a felicidade que sentem por ver o filho a dar passos tão seguros, embora, por o conhecerem tão bem, não fiquem supreendidos.
O enquadramento familiar foi decisivo para Rulli ter chegado à titularidade na baliza do Estudiantes e, agora, por ter despertado o interesse de grandes clubes europeus, como Benfica e FC Porto - Manchester City e Barcelona também o seguem -, como insiste esta sexta-feira o jornal catalão "Sport", no seguimento de notícias publicadas em junho, na Argentina. Primeiro o Estudiantes, depois a Europa, como os conquistadores.
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