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Treinador português confirmou a saída do clube moçambicano
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O treinador português Hélder Duarte confirmou esta 3.ª feira à Lusa a saída da Associação Black Bulls (ABB), enaltecendo o "feito inimaginável" da subida de três divisões até ao título moçambicano de futebol.
"O primeiro [título] é sempre muito importante, acho que ninguém acreditava, em 2021, que a ABB ia ser campeã, em três anos conseguimos subir três divisões e sermos campeões. Acho que, no mundo, isso nem existe, por isso nós conseguimos um feito inimaginável, que vai estar sempre na minha memória e no meu coração, porque é muito importante para mim", disse o técnico luso, que já não vai orientar o clube de Maputo no Moçambola de 2026.
Hélder Duarte confirmou que a saída resulta do fim do contrato e de uma decisão da direção em iniciar um novo ciclo, considerando natural a renovação no clube.
"Fecha-se um ciclo para o clube, fecha-se um ciclo para mim, desejo a maior felicidade à ABB, e agora vou procurar outro desafio", disse, em entrevista à Lusa.
O treinador, de 43 anos, há 10 anos ligado a Moçambique - embora com passagens como técnico-adjunto do Famalicão em 2022 -, faz um balanço dividido em duas etapas: a construção do projeto na ABB desde a base e a fase de consolidação competitiva da equipa principal.
O trabalho inicial centrou-se na formação e na identificação de jovens talentos - como aconteceu com Geny Catamo - criando uma estrutura que sustentou o crescimento desportivo do clube nos anos seguintes.
"A minha grande base é identificar o talento, trabalhá-lo e depois o potencial. E acho que as coisas correram bem, até porque vejo-os a competir a um mais alto nível, e isso para mim é um motivo de orgulho", referiu.
Já na liderança da equipa sénior, Hélder Duarte destacou a conquista de títulos internos e a presença em competições africanas, considerando que a ABB se tornou uma formação "sempre competitiva".
Na temporada de 2025, a ABB, campeão no ano anterior, terminou o Moçambola na segunda posição, numa época marcada por sucessivos reajustes do calendário e interrupções, tendo arrancado apenas em 17 de maio, após adiamento da data inicial de 26 de março, e sido suspensa em julho por dificuldades logísticas ligadas ao transporte aéreo das equipas, devido a dívidas acumuladas dos clubes.
Ao encerrar oficialmente a época, em 19 de dezembro de 2025, a duas jornadas das 26 previstas, a LMF confirmou o Songo como campeão nacional, decisão tomada devido à impossibilidade de concluir a prova dentro do calendário desportivo e às limitações financeiras que afetaram a maioria dos clubes.
A ABB perdeu ainda, em dezembro, a final da Taça de Moçambique, nas grandes penalidades, para a União Desportiva do Songo.
"Vivo mal com as derrotas, termos perdido a final da Taça, e não ter entrado na fase de grupos [da Liga dos Campeões africanos], ainda hoje mexe um bocadinho comigo", admitiu.
Apesar de não ter conquistado troféus na última época, o treinador sublinhou que o clube manteve a competitividade e continuou a valorizar jogadores formados internamente.
Hélder Duarte apontou o internacional moçambicano do Sporting Geny Catamo, como um dos exemplos da aposta na formação, destacando que vários atletas trabalhados no clube competem atualmente na primeira divisão e no estrangeiro.
"O Geny é uma referência nacional, esteve comigo durante um ano e meio, e por isso é um orgulho ter trabalhado com ele, e agora está a seguir o caminho dele", frisou.
Questionado sobre o futuro, confirmou a existência de abordagens de clubes de Portugal, Angola, Brasil e Chipre, mas garantiu que, para já, pretende fechar este capítulo antes de decidir o próximo passo.
Em Moçambique, além dos títulos de campeão do Moçambola pela ABB, em 2021 e 2024, Hélder Duarte também foi campeão em 2023, no comando técnico do Ferroviário da Beira.
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