Hélder lembra Jovic no Benfica B: «Tive de lutar muito, só queria fintar, fazer túneis...»

Antigo técnico das águias diz que jogador sérvio estava sempre a 'atacar' Rúben Dias

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• Foto: Luís Manuel Neves

Alvo do AC Milan para a nova temporada, Luka Jovic é esta terça-feira figura de um trabalho especial por parte da 'La Gazzetta dello Sport', no qual o jornal italiano procura conhecer um pouco melhor o jogador sérvio do Real Madrid. Um dos que ajudou a traçar esse perfil foi Hélder Cristóvão, antigo técnico do Benfica B que comandou o avançado na sua passagem pela Luz. E apesar de elogiar a qualidade do sérvio, Hélder assume que faltava algo...

"O talento estava lá, mas o sacríficio... Era um predestinado, mas tive de lutar muito com ele, pois só queria fintar, fazer tudo sozinho, ir à procura do túnel. Nos treinos trabalhava com o Rúben Dias e estava sempre a querer partir para cima dele. Perguntei-lhe o porquê e ele disse-me que só podia melhorar jogando contra os jogadores de top", lembrou o antigo técnico da equipa B do Benfica.

Vários anos volvidos, Hélder vê agora um jogador diferente, que nesta fase "seria uma contratação enorme" para o AC Milan, especialmente por ter "aprendido no Eintracht Frankfurt a cultura do trabalho". Na ótica do português, Jovic "rende muito melhor com um avançado ao seu lado", algo que poderá estar na base da sua falta de chances e de protagonismo no Real Madrid.

Hélder lembrou ainda os primeiros tempos do sérvio no Seixal e até admitiu que pode ter sido culpa sua a saída deste para o Eintracht em 2017, na altura por empréstimo. "No início era tímido, solitário. Disse-lhe que devia jogar mais com os companheiros, dizia-me que si, mas depois voltava a fazer o mesmo, não trabalhava o suficiente. É o grande reparo que lhe tenho a fazer, talvez tenha sido culpa minha a sua saída para o Eintracht", disse o técnico, que lembrou ainda um episódio curioso.

"Ele não tinha espaço. Havia o Jonas, o Raúl Jiménez. Comigo marcou quatro golos em 18 jogos. Era rápido nos espaços abertos, forte quando estava marcado, aí era imprevisível. Para o encorajar dizia-lhe que era o nosso Agüero. Lembro-me da sua estreia pelo Benfica B, em casa diante do Covilhã. Tinha chegado um mês antes. No meio da primeira parte remata a 30 metros da baliza à barra. Pensei para mim 'de onde raio veio isto?'".

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