Humberto Coelho: «Cruyff está no patamar superior do futebol»

Vice da FPF lamenta morte de amigo

• Foto: Reuters

Humberto Coelho teve oportunidade de defrontar Cruyff enquanto jogava no FC Porto. O agora vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol lembrou o grande jogador, treinador… e amigo.

"Guardo uma memória extraordinária, de um grande jogador, de um grande técnico, de um amigo até, porque tive a oportunidade de estar com ele várias vezes. Gostava imenso de golfe!", recordou, em declarações à CMTV.

Sem qualquer dúvida de que Cruyff é um dos melhores jogadores da história do futebol, Coelho não hesita em colocar o holandês "no patamar superior do futebol".

O vice-presidente da FPF defrontou Cruyff enquanto jogava no FC Porto
"Foi um dos melhores jogadores que defrontei, que vi jogar, está no patamar superior do futebol, como Pelé, Eusébio, Cristiano, Messi, Maradona", sublinhou. "Era um exímio jogador, com uma arte, difícil de marcar, com uma técnica extraordinária e, ao mesmo tempo, com uma atitude dentro de campo fantástica. Foi capitão da seleção, da famosa equipa do Ajax. É um momento triste, porque tive a oportunidade de conviver com ele. Era um homem do futebol, que deu muito ao futebol, não só como jogador, mas também como treinador".

O legado que Cruyff deixa continua bem vivo no futebol. Humberto Coelho aponta o Barcelona como o herdeiro das ideias do holandês.

"Foi ele que inventou o sistema do Barcelona, a brilhante equipa do Dream Team do Barcelona, que foi fantástica. Foi ele o percursor daquilo que hoje é o Barcelona, foi ele que iniciou o modelo de jogo atual e que tem vindo a ser desenvolvido por outros treinadores", afirmou. "Foi uma figura extraordinária do futebol. Sempre ligado e interessado no futebol, a ajudar o futebol, muitas vezes com conselhos e alguma polémica, dizendo sempre aquilo que pensava. Isso fez dele um senhor do futebol".

"Todos nós que vivemos no futebol sentimos a falta, fazem falta referências dessas. É isso que traz a magia ao futebol e ele trouxe essa magia. Não só do intérprete, mas também do treinador e do homem. Isso é um legado muito grande e que ele deixou ao futebol mundial".

Por João G. Oliveira
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