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A partir de hoje, o futebol nunca mais será o mesmo na Índia. Com o arranque da Superliga...
A partir de hoje, o futebol nunca mais será o mesmo na Índia. Com o arranque da Superliga, que convenceu várias estrelas a participar numa experiência única, fruto de um investimento bilionário nos plantéis, a expectativa de adeptos e participantes é enorme e está a provocar um autêntico “boom” naquele país habituado a outro desporto. “Quando fizemos os jogos de treino no último mês, íamos no autocarro e só víamos miúdos indianos a jogar críquete nos campos. Mas o entusiasmo à volta deste campeonato é enorme”, conta Edgar Marcelino, um dos seis portugueses que vai participar na prova e que tem ainda Bruno Pinheiro e Miguel Herlein como companheiros de equipa no FC Goa. Estrelas como Materazzi, Del Piero, Robert Pires, Trezeguet, David James, Ljungberg ou Anelka vão promover esta Superliga que dura aproximadamente dois meses (a final disputa-se a 20 de dezembro) e fazem parte de um projeto que vai dar os primeiros passos para mudar mentalidades na Índia: o futebol promete fazer abanar os fortes alicerces do críquete, desporto mais popular no país.
“A linha está nesse sentido. A Índia é um continente dentro de outro continente e o gosto pelo futebol está em crescendo. As academias proliferam – o número quintuplicou nos últimos três anos – e os indianos já diziam que o críquete era um desporto mais parado e menos competitivo. Nesta fase, esta Superliga indiana – uma prova à parte do campeonato da Índia, que só arranca no fim de dezembro – funciona mais como um negócio, de forma a criar modelos para que os mais jovens deem preferência ao futebol em vez do críquete”, explica o professor Neca, ex-técnico do Churchill Brothers, a Record.
Este será o projeto piloto que servirá para implementar o futebol num país que começa a perceber a enorme base social que o sustenta. E uma das grandes metas deste projeto é desenvolver o futebol de forma a que a seleção indiana consiga marcar presença no Mundial’2026, dentro de 12 anos. O professor Neca afiança que, nessa altura, o futebol indiano já atingirá o patamar do críquete no país. “Não tenho dúvidas nenhumas porque o críquete não é desporto de massas. A sua cultura acabará por desaparecer no tempo. E, nos próximos 5/10 anos, o futebol terá um crescimento avassalador na Índia”, explica.
Estrelas contra a resistência
Ainda assim, Neca aponta um obstáculo contra o qual os pioneiros deste projeto terão de lidar. “Há um enorme grupo de resistência económica em relação ao críquete, porque os rendimentos dos jogadores são enormes e os grupos que o patrocinam fecham o futebol e não deixam que ele passe nos meios de comunicação. Já houve uma primeira experiência para uma Superliga e não vingou por causa do conservadorismo dos patrocinadores do críquete. Mas esta visibilidade das estrelas e a entrada do bilionário Rupert Murdoch, com a estação televisiva para transmitir jogos, vai furar a resistência. Contudo, ainda terão de sofrer”, prevê o professor Neca.
Fusão dentro de dois anos
• O campeonato indiano só começa no final de dezembro, pelo que já começou a dar passos firmes para ser aglutinado em breve pela Superliga indiana. “O modelo do campeonato da Índia já está a ser alterado em função desta Superliga. Era jogado em apenas duas cidades (Nova Deli e Calcutá) e agora vai ser espalhado por todo o país. E dentro de dois, três anos, o campeonato irá fundir-se com esta Superliga”, explica o professor Neca. Para já, é modelo fechado (sem descidas de divisão), ao melhor estilo da Major League Soccer, dos Estados Unidos, modelo seguido nesta primeira experiência.
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