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RECORD – No período de 10 minutos, duas atitudes inesperadas. Primeiro, levantou a Taça da Ásia (1-0 à Arábia Saudita), depois, abdicou do cargo de seleccionador do Iraque. Porquê?
JORVAN VIEIRA – Quando assinei o contrato com a federação iraquiana, há 61 dias, já sabia ao que ia: Taça do Oeste da Ásia (ficámos em 2.º lugar: 1-2 com Irão, na final), e Taça da Ásia. Concluída a participação nesta última competição, optei por sair em alta. Quero ir para casa, e tenho duas, uma em Lousada (Portugal) e outra em Casablanca (Marrocos), ir à praia, sentir a areia e dar um mergulho!
R – Lousada?...
JV – É verdade! Tenho ali o meu cantinho, que adoro. Quero ir para aí, cuidar das minhas galinhas, do meu jardim. É um sítio espectacular, com o qual me identifico. Agora que fui campeão asiático e tenho recebido propostas de todo o mundo, sobretudo árabe e asiático, nomeadamente da Coreia do Sul, só quero trabalhar mais dois anos para depois ficar a tempo inteiro em Portugal, fundar uma escolinha de formação, descansar tranquilamente... Adoro esse país e já nem me sinto muito brasileiro, embora vá ao Brasil para visitar a minha mãe, que vive no Rio de Janeiro. Mas lá é muito violento... Já não aguento mais.
R – Por falar nisso, o Iraque também é um país cheio de problemas. É por isso que nem sequer acompanha a equipa nos festejos?
JV – Não, nada disso! Já estava definido por mim que não iria ao Iraque. Simplesmente porque estou a caminho de Casablanca, de encontro ao meu querido filho Yassine, de 10 anos, que joga nos iniciados do WAC Casablanca, equipa treinada pelo meu amigo Nelo Vingada. Chegado lá, dou um beijo no meu filho, que tem o nome do protector do alcorão, e levo-o diariamente aos treinos do WAC. Depois, vou para Lousada!
R – O seu filho é marroquino?
JV – É verdade! Isto é uma grande bagunça. O meu pai é português e a minha mãe é brasileira, e nasci no Rio de Janeiro em 1953. Aventurei-me fora do Brasil e acabei por casar com uma marroquina. Nos últimos tempos, o Yassine só tem estado com ela em Casablanca, visto que eu tenho estado entre Omã e Jordânia a preparar a selecção iraquiana. Mas falamo-nos por telefone.
R – E o que vai dizer-lhe quando o vir novamente?
JV – Ah... Nos primeiros minutos, nada. Só vou olhar para ele. Depois, quero saber como é que ele está no futebol. Ele é bom tecnicamente e não digo isto como pai, pois acho-o, por outro lado, preguiçoso demais... Vai aprender!
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