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LEONARDO, de 33 anos, actualmente no Flamengo, campeão do Mundo em 1994, nos Estados Unidos, e que alinhou em várias equipas europeias, como Valência, Paris SG e AC Milan, anunciou ontem que vai colocar um ponto final na sua carreira, indo agora dedicar-se aos comentários televisivos e aos seus projectos de beneficência.
"O futebol foi generoso comigo. Tudo o que pude fazer graças a este jogo foi positivo e muito belo. Iniciei a minha carreira no clube em que sonhava alinhar e é bom que tenha podido encerrar a mesma nessa equipa", vincou Leonardo, prosseguindo: "Agora vou passar a comentar jogos e já assinei um contrato para o Campeonato do Mundo para uma televisão japonesa."
Segundo o médio brasileiro, que na época passada esteve nos planos do Benfica, mas acabaria por rumar ao São Paulo, o facto de o seu actual clube atravessar um período de crise financeira, que, aliás, é extensivo às restantes formações cariocas, não pesou em demasia na tomada da decisão, e focou a vitória do "escrete" no Mundial 94 como o ponto mais alto da sua carreira.
"Nasci em 1969, portanto era ainda demasiado jovem para me aperceber bem da importância da vitória do Brasil no Mundial 70. Somente me dei conta do que tal significava em 94", concluiu.
Leonardo vai, assim, apostar na carreira de comentador televisivo, para além de acompanhar mais de perto a Fundação GoldeLetra, fundada em 1988 por si e por Raí, outra antiga estrela brasileira, que desenvolve projectos de apoio social às crianças desfavorecidas, no domínio da educação, saúde e desporto.
Mundial-94 marcou o pior e o melhor
Leonardo Nascimento do Araújo nasceu a 5 de Setembro de 1969 em Niterói, estado do Rio de janeiro. Produto das escolas do Flamengo, fez a estreia oficial num "derby" com o Vasco da Gama, em 21 de Setembro de 1987 (2-1), alinhando a defesa-esquerdo, num conjunto onde brilhavam Zico, Renato Gaúcho e Bebeto.
Em 1989 transferiu-se para o São Paulo. Aí, Telê Santana, lenda do futebol brasileiro, apostou na sua utilização como médio-ofensivo, posição em que se fixou. Apesar disso, continuou a ser reconhecido como um lateral-esquerdo competente, rápido, tecnicista e possante, posição em que Carlos Alberto Parreira o colocou em campo no Mundial 94.
Aí conheceu o apogeu da carreira, mas também a infâmia, com a cotovelada ao americano Tab Ramos, nos quartos-de-final, a manchar uma carreira construída com toques de classe.
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