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Associação aprovou um plano estratégico para 2026/27
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A Associação de Ligas Europeias reclamou esta quinta-feira alterações na distribuição de receitas internacionais e uma governação mais inclusiva da FIFA, visando proteger o equilíbrio competitivo das competições nacionais e participar ativamente na elaboração do calendário desportivo global.
Reunida na sua 52.ª Assembleia Geral (AG), a organização, que inclui 35 ligas continentais e foi liderada por Pedro Proença até ao início de 2025, aprovou um plano estratégico para 2026-2027 que se foca no combate à pirataria, no reforço do diálogo social e na preservação do modelo desportivo europeu perante a crescente polarização financeira.
Foram também efetuadas alterações estatutárias que permitiram, pela primeira vez, a participação das ligas femininas no Conselho de Administração.
No plano interno, a AG ficou marcada por um avanço que permitiram, pela primeira vez, a participação das ligas femininas no Conselho Diretivo da organização, assegurando que o crescimento do futebol feminino seja acompanhado por uma voz ativa nas decisões estratégicas.
O presidente da Associação de Ligas Europeias, Claudius Schäfer, alertou que a expansão do calendário internacional não pode ocorrer "à custa das ligas nacionais".
Segundo o dirigente, a atual distribuição de verbas beneficia excessivamente um grupo restrito de clubes, gerando um processo de "canibalização" do valor dos campeonatos internos.
"A imprevisibilidade dos resultados em campo é o ativo mais importante de qualquer competição desportiva. Não nos podemos esquecer disso", afirmou Schäfer, sublinhando que a proteção do equilíbrio competitivo é a pedra angular da organização.
A Associação de Ligas Europeias, que juntamente com o Sindicato Internacional de Jogadores de futebol (FIFPro) apresentou uma queixa à Comissão Europeia contra a FIFA por abuso de posição dominante, reiteraram a necessidade de estarem sentadas à mesa quando se decidem calendários.
"Quando a FIFA toma decisões sobre o calendário internacional ou a expansão das suas competições, as ligas não estão na mesa, nem os jogadores. A FIFA mantém o poder de tomar decisões unilaterais que afetam todo o ecossistema, com pouca responsabilização pelas consequências", disse Schäfer.
O secretário-geral do organismo, o italiano Alberto Colombo, explicou que as mudanças propostas na distribuição de receitas não são radicais e não se referem apenas aos pagamentos de solidariedade, mas ao modelo de redistribuição, e admitiu que "o diálogo com a FIFA está aberto", perante a reclamação feita à Comissão Europeia.
Com representantes de 35 ligas continentais presentes, a AG contou ainda com a intervenção do comissário europeu para o desporto, o maltês Glenn Micallef, que defendeu a necessidade de proteger a posição das ligas nacionais como base da pirâmide e do modelo desportivo europeu.
O comissário pediu que o modelo de governação fosse reforçado para garantir uma maior participação das partes interessadas na tomada de decisões e comprometeu-se a apoiar os esforços para combater a pirataria, que afeta importantes fontes de receita
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