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Batta: "Ainda hoje acho que tomei a decisão certa", disse o gaulês sobre o polémico lance...
O francês Marc Batta continua igual a si próprio: sem rodeios e um homem de convicções. O ex-árbitro deslocou-se recentemente a Portugal como observador de uma equipa de arbitragem polaca num jogo da Liga Europa e esteve à conversa com Record.
O juiz gaulês que expulsou Rui Costa na qualificação falhada de Portugal para o Mundial’98 lembra-se desse dia como se fosse ontem e deixa claro, 15 anos depois, que está de consciência tranquila pela decisão.
O episódio fez Batta recuar até 1997, quando o agora observador da UEFA decidiu expulsar Rui Costa, por acumulação de cartões amarelos, por este, no seu entender, ter demorado muito a sair do campo, aquando de uma substituição, numa altura em que Portugal vencia por 1-0 em Berlim. Os alemães acabaram por empatar esse jogo e acabar com as aspirações portuguesas de chegar ao Mundial’98. “Se toda a gente se lembra desse jogo, claro que eu também me lembro muito bem. Sei que os portugueses ficaram muito desapontados, mas nós árbitros já sabemos que, por vezes temos de tomar decisões importantes”, recordou.
Sobre esse lance, Batta discorda que tenha sido uma das suas decisões mais complicadas: “Não sei se foi difícil, porque ainda hoje acho que tomei a decisão certa. Os árbitros têm de respeitar a lei e nós, quando tomamos decisões, estamos convencidos que são corretas. Foi uma das decisões mais importantes da minha carreira, mas não das mais difíceis.”
Pressão
Nesse jogo, quando Rui Costa saía do campo, as bancadas do Olímpico de Berlim fizeram-se ouvir e Batta recorda-o: “Essa pressão existe, mas não pode ser importante para um árbitro, pois temos de saber que em todo o mundo se protestam faltas e foras de jogo. E nesse dia não foi a pressão das bancadas que me fez agir, mas sim a convicção de que estava a tomar a decisão certa.”
Taxista obrigou-o a sair do carro
Entre muitos adeptos portugueses, Batta continua a não ser muito bem visto. O agora observador da UEFA está perfeitamente consciente desse facto e, por isso, foi com naturalidade que, há alguns anos, em Paris, não reagiu mal a um episódio protagonizado por um taxista português.
Em 2002, Batta tinha acabado de aterrar em França e foi transportado de táxi por um condutor anónimo. Depois de alguns minutos de viagem, o taxista abordou Batta, que estava no banco de trás, e reconheceu-o através do espelho. De seguida, encostou o táxi à berma da estrada e pediu ao ex-árbitro francês que abandonasse a viatura, alegando que não poderia continuar a viagem. Quando Batta percebeu que o taxista era português, não terá pestanejado e foi mesmo obrigado a sair do táxi. Porém, o agora ex-árbitro acabou por não desembolsar nenhum dinheiro pelo percurso até ali percorrido...
Vítor Pereira
Marc Batta, natural de Marselha, onde apitou o seu primeiro jogo aos 17 anos, é o primeiro a esclarecer que não tem rigorosamente nada contra os portugueses... nem contra o país. E exemplifica com Vítor Pereira, ex-árbitro internacional português, que tem convivido com Batta nos últimos anos.
“Já gostava dele há muito tempo, quando ele estava nos relvados e, para mim, não foi surpresa nenhuma quando soube que ele se tinha tornado o n.º 1 da arbitragem em Portugal”, destacou o francês.
Entre as qualidades de Vítor Pereira, Batta realça “a sua preparação”, muito acima da média em relação a outros. “Ele é muito profissional no trabalho fora dos jogos. É rigoroso e é daqueles que sabe muito sobre futebol e tem uma excelente preparação e todas as qualidades para ser um excelente árbitro”, concluiu o ex-árbitro de 59 anos.
«Pedro Proença não é bom...é muito bom»
Instado a comentar a qualidade de alguns dos mais jovens árbitros portugueses e a realidade do sector em Portugal, Batta foge à questão, mas reage de forma muito positiva quando se fala do internacional Pedro Proença.
“Conheço-o perfeitamente... Se ele é bom? Não é bom... é muito bom. Não é por acaso que já apitou jogos importantes. Se isso acontece, é porque ele tem muita qualidade”, disse o francês, frisando ainda que “o nível da arbitragem portuguesa é também muito bom”. Batta recordou que “no passado, sempre houve bons profissionais” e disse ter “a certeza que os árbitros portugueses mais jovens também o são”.
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