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Técnico português assume ter em si o 'fogo' para voltar
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O verão de 2019 está a ser bem diferente do normal para José Mourinho. Ainda sem clube desde que deixou o Manchester United em dezembro do ano passado, o técnico português vai passando os seus dias em Setúbal, num período que tem aproveitado para refletir e analisar o que aí vem. Ainda assim, em entrevista à Sky Sports, Mourinho assume que esta pausa forçada... o está a deixar infeliz.
"Esta é a primeira vez que tenho tempo para pensar, é a primeira vez que estou em Setúbal em finais de julho em mais de 20 anos. Tenho algum tempo para pensar, para repensar, para analisar e o que sinto é que o 'Zé' está cheio de vontade. Os meus amigos dizem-me "aproveita o tempo, aproveita julho e agosto, aproveita o que nunca tiveste'. Honestamente não consigo fazê-lo. Não estou feliz o suficiente para tal. Sinto falta do futebol. Tenho o 'fogo', tenho um compromisso comigo mesmo, com as pessoas que amo, com tantos adeptos à volta do Mundo, tantas pessoas que inspirei", começou por admitiu o técnico.
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"O Zé tem de ser o Zé até ao último dia, mas ainda não vejo esse momento, porque o meu próximo clube será como um começo. Não vejo isto como apenas mais um ano após outros tantos de trabalho. O passado é história, é o museu! O meu futuro começará na minha próxima mudança e, como disse, parece ridículo que com tantas coisas bonitas, e coisas que não tenho tido, não consiga desfrutar do meu tempo livre", confessou.
E não se pense que o desemprego de Mourinho é por falta de oportunidades de trabalho. Bem pelo contrário! "O mais difícil para mim é dizer 'não'. Tenho de trabalhar, porque dentro de mim tenho sempre esse impulso. Dizer 'não' é algo muito, muito, muito complicado para mim. Por que digo 'não'? Porque não é o nível de desafio que quero. Tenho de ser paciente e esperar pela oportunidade certa no momento certo."
E por falar em momento certo, Mourinho assume que quer comandar um dia a Seleção Nacional, mas não para já. "Muito trabalho de escritório, nada de relvado ou jogos... Esperar dois anos pelo Europeu, outros dois pelo Mundial. Não! Mas um dia talvez, se não for por Portugal será por outra equipa, pois quando vou a essas fases finais sinto que um dia quero lá estar. Mas depois penso que não é um trabalho para mim agora. Mas um dia e se for Portugal... ficarei muito orgulhoso", finalizou.
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